page view

Conheça a cirurgiã que já salvou 500 vidas do cancro da mama

Através do Projecto Flamingo, Liana Roodt realiza mastectomias com financiamento do governo da África do Sul.

09 de novembro de 2018 às 19:26

Uma cirurgiã está a mudar o paradigma da saúde na África do Sul. Através do Projecto Flamingo, Liana Roodt já conseguiu realizar 500 mastectomias com sucesso e salvar 500 vidas do flagelo que é o cancro da mama, através de uma clínica que oferece programas de formação financiados pelo governo sul-africano, conta a SÁBADO

Antes destes programas, as mulheres da África do Sul tinham de esperar, em média, cerca de quatro meses para conseguirem a operação cirúrgica que extrai a mama ou parte dela. Agora, o Projeto Flamingo vem eliminar as longas esperas e acelerar o processo no sistema de saúde público.

Liana Roodt tem vindo a dedicar os últimos oito anos a recrutar outros cirurgiões e enfermeiros para, de maneira voluntária, reservar cirurgias de maneira gratuita. "Há tantas operações que têm de ser feitas rapidamente. Mas as pessoas esperam três ou quatro meses depois do diagnóstico até poderem fazer efetivamente a cirurgia", afirmou a cirurgiã à CNN.

O processo começou em 2010, quando Roodt começou a angariar fundos para agendar cirurgias para as salas de operação que estavam vazias aos fins-de-semana e feriados, em toda a África do Sul. A fundadora do Projeto Flamingo contou que, para convencer os colegas a se juntarem à causa, foi apenas preciso escrever um e-mail, obtendo de logo resposta por parte de alguns sobreviventes de cancro da mama e colegas.

Três anos depois, o Projeto Flamingo conseguiu autorizações e regulamentos para operar em plenas funções e já conta com 500 mastectomias realizadas. Enquanto isso, o tempo de espera de quatro meses baixou para duas a quatro semanas e a cirurgiã conta à CNN que, por mês são realizadas "pelo menos seis a 15 cirurgias". O grupo já conta com 10 profissionais cirúrgicos regulares, 10 anestesistas e 10 voluntários, sendo que muitas das cirurgias são financiadas pelas próprias pessoas.

"Algumas pacientes pagaram uma pequena taxa, de acordo com a sua renda. Isso está de acordo com a política de faturação do Departamento de Saúde para cobrir a em entrada no hospital. Nós responsabilizamo-nos pela parte cara: a cirurgia", explicou Liana Roodt.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8