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Nações Unidas discutem ataque químico na Síria

Cidade síria terá sido atacada, causando dezenas de vítimas mortais.
4 de Abril de 2017 às 17:20
Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria
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Ataque com gás venenoso faz dezenas de mortos na Síria

As autoridades francesas solicitaram esta terça-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas devido ao ataque químico que terá acontecido numa cidade síria. 

Em causa estará a "violação da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas" que, a provar-se, é um novo reflexo da "barbárie de que a população síria é vítima há vários anos", disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault. 

Sabe-se agora que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se já esta quarta-feira, às 14h00.

Comissão da ONU já está a investigar ataque com armas químicas

A Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre os Direitos do Homem na Síria anunciou esta terça-feira que já está a investigar o ataque com armas químicas no noroeste do país, que fez mais de 58 mortos, incluindo crianças.

"Os relatórios a sugerir que se tratou de um ataque com armas químicas são extremamente preocupantes. A comissão está atualmente a conduzir um inquérito sobre as circunstâncias em torno deste ataque e que inclui as alegações de que foram utilizadas armas químicas", indicaram por escrito os investigadores.

Também o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, apelou hoje a que se apurem "responsabilidades claras" pelo ataque.

"O que aconteceu esta manhã é horrível e vamos pedir uma clara identificação de responsabilidades", indicou De Mistura numa conferência de imprensa ao lado da alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini.

De Mistura também se mostrou convencido de que "haverá uma reunião do Conselho de Segurança da ONU" sobre este caso, algo que já foi pedido pelo membro-permanente França.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque aéreo com gás tóxico em Khan Cheikhoun causou 58 vítimas mortais, entre elas 11 menores.

A organização não-governamental, que citou fontes médicas e ativistas, acrescentou que alguns feridos do ataque, perpetrado por aviões não identificados, apresentavam sintomas de asfixia, vómitos e dificuldade de respirar.

O observatório indica ainda que o balanço de vítimas mortais poderá aumentar tendo em conta o elevado número de feridos.

Os ativistas sírios descreveram o ataque como um dos piores com gás tóxico no país em seis anos de guerra civil e disseram não ter ainda indicação sobre qual o tipo de gás utilizado.

De acordo com os mesmos ativistas, o ataque em Khan Cheikhoun, província de Idleb, foi causado por um bombardeamento aéreo levado a cabo ou pelo governo sírio ou pela aviação russa.

A oposição síria já pediu ao Conselho de Segurança da ONU que abra com urgência um inquérito sobre o ataque com "gás tóxico" perpetrado, segundo disse, pelo regime de Bashar al-Assad no noroeste do país.

A maior parte da província de Idleb está sob controlo de fações rebeldes e islâmicas, entre elas o Organismo de Libertação do Levante, a aliança formada em torno da ex-filial síria da Al Qaeda.

Nos últimos dias têm-se registado vários bombardeamentos, alegadamente com gases, no norte da Síria.

No passado dia 30 de março, mais de 50 pessoas ficaram feridas ou com sintomas de asfixia devido a ataques perpetrados por aviões e helicópteros não identificados, alguns com substâncias químicas, na província de Hama, vizinha de Idleb.

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