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Correio da Manhã

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Crianças encontradas mortas foram vítimas de rituais satânicos

Menores de 8 e 12 anos foram desmembrados.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Janeiro de 2018 às 16:19
Abusos Sexuais
Abusos Sexuais FOTO: Getty Images

Duas crianças cujos corpos desmembrados foram encontrados pela polícia no passado mês de Setembro na região de Novo Hamburgo, cidade na área metropolitana de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, foram sacrificadas num ritual satânico. A confirmação só foi feita agora pela polícia brasileira, após meses de investigações e dúvidas e a prisão de três suspeitos, ligados a uma seita satânica.

Moacir Fermino, o delegado que investiga o homicídio das duas crianças afirma que tudo indica que as vítimas são naturais da Argentina, país que faz fronteira com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul. As crianças terão sido raptadas ou compradas na Argentina especificamente para serem sacrificadas no ritual realizado no Brasil.

Os corpos do menino, de aparentemente oito anos, e da menina, aparentemente com 12, foram localizados numa área conhecida como Lomba Grande, na periferia de Novo Hamburgo, em Setembro. Pelo estado de mutilação dos corpos, a polícia inicialmente trabalhou com a hipótese de vingança de traficantes de droga contra rivais, situação em que os criminosos costumam usar excesso de força e mutilar as suas vítimas.

Mas, segundo Fermino, a ausência de queixas do desaparecimento das duas crianças, o que seria normal se elas fossem da região, e a falta de vários órgãos nos corpos, chamaram a atenção e redirecionaram as investigações. A polícia acabou por chegar ao líder de uma seita, que confessou viajar pelo mundo fazendo bruxaria mas nega ter sacrificado e esquartejado as duas crianças.

Agora, a polícia brasileira está em contacto com a polícia da Argentina, para tentar identificar as duas vítimas e saber em que circunstâncias elas foram tiradas do país vizinho ao Brasil. Os três suspeitos tiveram as prisões preventivas decretadas e foram enviados para uma cadeia do estado.

A polícia brasileira também não sabe quem encomendou o brutal sacrifício das duas crianças argentinas nem o que pretendia com isso. Mas já sabe que as mortes foram pagas ao chefe da seita no montante de 6250 euros.

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