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Desastres naturais já mataram 96 pessoas desde outubro em Moçambique

País foi assolado desde outubro por eventos climáticos extremos com destaque para a tempestade Chalane e os ciclones Eloise e Guambe.

10 de março de 2021 às 17:25

Um total de 96 pessoas morreram devido aos ciclones e outros desastres naturais em Moçambique na atual época chuvosa, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro no parlamento.

"A ocorrência destes desastres naturais afetou 676314 pessoas, causou 150 feridos e 96 óbitos", disse Carlos Agostinho do Rosário, numa sessão de informações do Governo aos deputados.

Moçambique foi assolado desde outubro por eventos climáticos extremos com destaque para a tempestade Chalane e os ciclones Eloise e Guambe, além de outras semanas de chuva intensa e inundações.

"Estes eventos climáticos extremos causaram danos humanos e em infraestruturas públicas e privadas, sobretudo nas províncias da Zambézia, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo", referiu.

Com vista a reduzir os danos e salvar vidas, o Governo disse ter desencadeado "ações proactivas que consistiram no alerta, aviso prévio e pré-posicionamento de meios de salvamento e de assistência humanitária".

"Saudamos a população por ter acatado as mensagens divulgadas e tomado as medidas de precaução recomendadas", o que ajudou a evitar danos humanos mais elevados, destacou.

O primeiro-ministro moçambicano disse ainda que foram iniciados estudos técnicos para a implementação do projeto de proteção costeira da cidade da Beira, no centro do país, "cujo financiamento já está assegurado".

A importância da obra tem sido especialmente destacada após o ciclone Idai, que se abateu sobre a Beira (centro) em março de 2019.

"Acreditamos que com a implementação destas e outras ações estaremos à altura de melhorar a nossa resposta aos desastres naturais e mitigar os seus efeitos", concluiu.

Moçambique está na fase final da época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com tempestades oriundas do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois dos maiores ciclones (Idai e Kenneth) de sempre a atingir o país.

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