page view

Dez feridos ainda estão internados

Dez adolescentes feridos no massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, onde outros 12 foram executados quinta-feira por um ex-aluno daquele estabelecimento escolar, continuavam neste domingo internados em vários hospitais da capital carioca e região metropolitana. Alguns deles estão internados em Centros de Tratamento Intensivo dada a gravidade do seu estado.

10 de abril de 2011 às 17:54

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Social do Rio de Janeiro, um dos casos graves é o de um menino de 14 anos que está internado no CTI do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, cidade na área metropolitana. Apesar de ter sido atingido por uma bala no ombro, região onde normalmente o risco não é tão grande, ele sofreu uma lesão vascular grave.

No Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, também na Grande Rio de Janeiro, um menino atingido no olho direito continua a precisar da ajuda de aparelhos para respirar. No mesmo hospital permanece uma menina de 13 anos que foi atingida na barriga e na coluna.

Uma outra vítima do assassino de Realengo, atingida também na barriga e numa mão respira igualmente com a ajuda de aparelhos no CTI do Hospital Albert Schweitzer, zona oeste do Rio. Outros dois feridos, um menino de 12 e outro de 13 também baleados pelo criminoso estão em estado classificado como regular pelos médicos no mesmo hospital.

No Hospital de Traumatologia e Ortopedia, também no Rio, um menino de 13 anos baleado no braço está a recuperar-se bem. Outra vítima da matança, baleada nas mãos e internada no mesmo hospital também não corre risco de vida.

Também não corre risco um menino de 13 anos baleado numa perna e num braço que está internado no Hospital Pedro Ernesto, igualmente na capital carioca. Já um outro menino, este de 14 anos, baleado na cabeça, numa mão e na clavícula, continua em estado grave recebendo cuidados no CTI do Hospital da Polícia Militar.

O massacre ocorreu ao amanhecer de quinta-feira quando um ex-aluno da escola, Wellington Menezes Oliveira, de 23 anos, invadiu o estabelecimento de ensino armado com dois revólveres, e disparou mais de 60 vezes dentro de salas de aula. Ele só parou quando um sargento da Polícia Rodoviária, que participava numa operação stop perto da escola e foi avisado, o atingiu com um tiro no abdomen.

Vendo que não conseguiria continuar a sua matança, para a qual ainda tinha dezenas de projécteis nos bolsos, Wellington suicidou-se com um tiro na cabeça. Uma carta escrita por ele foi encontrada numa das salas da escola, falando de religião, da mãe adoptiva falecida há alguns anos, assumindo-se como virgem e proibindo “fornicadores, adúlteros e outros impuros” de tocarem o seu cadáver sem luvas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8