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Correio da Manhã

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Dois mil polícias para as fronteiras

Força poderá intervir em caso de risco grave com migrantes.
Isabel Faria 12 de Dezembro de 2015 às 10:37
Novo organismo deverá implantar pré-alertas em caso de risco grave nas fronteiras europeias
Novo organismo deverá implantar pré-alertas em caso de risco grave nas fronteiras europeias FOTO: Stoyan Nenov/Reuters
A braços com uma crise migratória sem precedentes, a Comissão Europeia vai avançar com a criação de uma força policial com poderes para intervir diretamente no controlo das fronteiras externas.

Entre outros pontos polémicos, o organismo de bandeira europeia terá poderes para atuar no terreno mesmo contra a oposição do Estado-membro para onde for enviado, avança o jornal espanhol ‘El País’.

O projeto, que será apresentado na próxima terça-feira em Bruxelas, visa reforçar a monitorização das fronteiras europeias com um contingente de cerca de dois mil guardas.

O novo organismo deverá estar apto a implantar um pré- -alerta em apenas dois ou três dias, logo que seja detetado um risco grave, como aconteceu, por exemplo, na fronteira grega.

À polémica já criada em torno do "excesso de poder de intervenção," fontes europeias respondem que a atuação do contingente dependerá sempre da aprovação por maioria qualificada no Conselho Europeu, mas não necessariamente do país a que a força se destina. Apesar do apoio de países como a Alemanha e a França, vários Estados mostram já intenção de vetar a proposta.

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