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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Donald Trump emite mais indultos polémicos que incluem políticos corruptos e mercenários que mataram civis

Presidente dos Estados Unidos acusado de abuso de poder.

24 de dezembro de 2020 às 01:30

O presidente Donald Trump está no centro de nova polémica depois de emitir perdões para 15 pessoas, entre elas um ex-assessor e um advogado condenados no escândalo da ingerência russa nas Presidenciais de 2016. As críticas ao que é considerado um abuso dos poderes presidenciais subiram de tom por estarem ainda na lista quatro antigos seguranças da Blackwater, condenados pelo homicídios de 14 civis em 2007, no Iraque.

George Papadopoulos, antigo assessor de campanha de Trump condenado por mentir ao FBI no inquérito sobre a intromissão russa nas Presidenciais dos EUA, é um dos perdoados, juntamente com o advogado holandês Alex van der Zwaan, genro do milionário russo German Khan, condenado pelas mesmas razões. Trump já tinha causado polémica ao perdoar anteriormente o aliado Roger Stone e o ex-conselheiro Michael Flynn, ambos condenados por mentir ao FBI na trama russa.

Os seguranças da Blackwater perdoados são Nicholas Slatten, Paul Slough, Evan Liberty e Dustin Heard, que dispararam sobre civis em Bagdade quando protegiam uma caravana de diplomatas dos EUA. Catorze pessoas morreram, duas delas crianças. Slatten foi condenado a prisão perpétua e os restantes a penas entre 12 e 15 anos de cadeia.

Nos 15 perdoados há ainda três antigos congressistas republicanos. Chris Collins, Duncan Hunter e Steve Stockman foram condenados por corrupção e desvio de fundos.

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