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Anúncio foi feito pelo próprio economista, antigo presidente do Banco Central Europeu.
Mário Draghi aceitou hoje o convite do Presidente italiano, Sergio Mattarella, para assumir o cargo de primeiro-ministro de Itália, depois de ter garantido o apoio de quase todos os partidos representados no Parlamento.
O anúncio foi feito pelo próprio economista, antigo presidente do Banco Central Europeu (BCE), no final de um encontro com Mattarella, a quem garantiu ter recebido o apoio suficiente dos partidos para formar um novo executivo.
Draghi submeteu os nomes do futuro elenco governamental à apreciação de Mattarella, que terá de os aprovar.
O novo Governo vai ser empossado sábado, seguindo-se, depois, no início da próxima semana, as sessões de juramento e da prestação de votos de confiança nas duas casas do Parlamento -- Câmara dos Deputados e Senado.
Draghi, que tem como crédito o ter salvado o Euro enquanto presidente do BCE, vai ter pela frente a tarefa de encontrar uma forma de investir de forma rápida e eficaz os 209 mil milhões de euros de fundos europeus do Plano de Recuperação contra os efeitos da crise económica, social e sanitária desencadeada pela pandemia de covid-19.
Draghi, de 73 anos, substitui Giuseppe Conte, que renunciou depois do partido Itália Viva, de Matteo Renzi, parceiro da coligação governamental, ter abandonado o Governo, deixando-o sem maioria no Parlamento.
Conhecido por seu comportamento reservado, o economista chegou ao Palácio do Quirinal, onde se situa a Presidência italiana, às 19:00 locais (18:00 em Lisboa), tendo reunido à porta fechada com Mattarella,
A 03 deste mês, Draghi aceitou, "embora com reservas", a tarefa de formar um Governo, após a demissão de Conte, nove dias antes, prudência que justificou por pretender constatar, primeiro, que apoios poderia obter para governar.
Embora ainda se desconheçam os nomes dos futuros governantes, sabe-se, porém, que Draghi irá criar o primeiro Ministério para a Transição Ecológica.
O economista, muito apreciado no país, foi escolhido por Mattarella para governar após a saída de Conte e para evitar eleições antecipadas, desaconselháveis numa altura em que Itália está a tentar controlar a pandemia de covid-19.
Nos últimos dias, Draghi realizou duas rondas de consultas com os partidos e obteve o apoio de todos, exceto dos Irmãos de Itália (extrema-direita), de Giorgia Meloni, que tem 19 dos 315 assentos no Senado e 33 dos 630 na Câmara dos Deputados.
Draghi poderá contar com o apoio quase unânime do Parlamento, com a esquerda do Partido Democrata, a direita de Silvio Berlusconi e a Liga de Matteo Salvini, o centrista Itália Viva de Matteo Renzi, o Movimento 5 Estrelas e o Grupo Misto.
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