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“Durmo com a consciência tranquila”, diz futebolista que mandou matar e esquartejar namorada

Bruno Fernandes, ex-guarda-redes do Flamengo, foi condenado a 22 anos de prisão.

14 de setembro de 2020 às 09:10

Condenado a 22 anos de prisão como mandante da morte e esquartejamento, em 2010, da namorada, Eliza Samúdio, cujos restos mortais até hoje não foram encontrados, o ex-guarda-redes do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, não se mostra arrependido.

“Não tenho de pedir perdão para ninguém. Todas as pessoas a quem pedi perdão já me perdoaram e eu durmo com a minha consciência tranquila. Não fui o mandante. As pessoas falam o que querem, mas eu não sou um bandido. Não sou um anjo, mas também não sou esse demónio que dizem”, afirma Bruno, logo no início de uma entrevista que concedeu ao canal televisivo de São Paulo SBT. A conversa, contudo, não chegou ao fim. Irritado com a insistência das perguntas sobre o crime, o futebolista cortou o diálogo bruscamente, evidenciando que nem o remorso nem os anos na prisão diminuirão a agressividade que sempre o caracterizou, até dentro de campo.

Cumprindo atualmente prisão em regime aberto, após passar anos em diversas cadeias, de onde era transferido por questões de ordem disciplinar ou confronto físico com outros detidos, Bruno joga agora no Rio Branco, clube do estado do Acre, na Amazónia, que disputa a quarta divisão do campeonato brasileiro. Desde que se encontra em regime aberto, já foi contratado por outros clubes, como o Boa, do estado de Minas Gerais, e o Operário, do Mato Grosso, mas a contestação dos adeptos e dos patrocinadores obrigaram-no a sair.

Eliza Samúdio, modelo, desapareceu em Junho de 2010, depois de ter sido atraída por Bruno a um hotel de luxo no Rio de Janeiro, supostamente para fazer um acordo de pensão de alimentos do filho, hoje com 10 anos, que ela dizia ser do futebolista, mas que este se recusou a reconhecer. Nunca mais foi vista. Tinha 25 anos.

Prostitutas de um bordel no Rio de Janeiro, onde Bruno e outros jogadores do Flamengo costumavam ir após os jogos, fugiam do guarda-redes sempre que podiam, alegando que este lhes batia violentamente durante o sexo.

Após o crime, Bruno continuou a treinar e jogar no Flamengo, mas acabou preso. Um primo, de 17 anos, contou como tudo se passou, versão corroborada mais tarde por ‘Macarrão’, seu amigo, que acusou Bruno de ser o mandante da execução.

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