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"É um latino-americano frustado": Lula da Silva ataca Secretário de Estado dos EUA

Presidente brasileiro considera que Marco Rubio não gosta da América Latina e muito menos do Brasil.

03 de junho de 2026 às 17:21

Num novo ataque pessoal e direto ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que passou a criticar insistentemente após o governo norte-americano ter classificado as duas principais organizações criminosas do Brasil como grupos terroristas, Lula da Silva chamou esta quarta-feira o responsável pela diplomacia estado-unidense de frustado. Lula fez a declaração durante uma reunião de ministros em Brasília convocada para analisar medidas recentes do governo de Washington que o governante brasileiro considera afrontas à soberania do Brasil.

“Nós somos grandes, temos muita história, e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil esta semana. Não é possível aceitar", declarou Lula, para em seguida atacar directamente o secretário de Estado: “Esse Marco Rubio não gosta da América Latina e, muito menos, do Brasil. Ele é um latino-americano frustado.”

Lula aludia à origem cubana de Rubio, que elegeu como alvo preferencial dos seus ataques ao governo norte-americano, evitando enfrentar directamente o presidente do país, Donald Trump. O veterano governante brasileiro, de 80 anos, que voltou a evocar a “química” que diz ter com Trump, avançou na mesma ocasião que vai escrever uma carta ao seu homólogo norte-americano queixando-se dos actos de Rubio e protestando contra as medidas adotadas nos últimos dias pelos EUA na área comercial e de segurança pública.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA contrariou a posição de Lula, ferrenhamente contrário, e classificou como organizações terroristas de âmbito global as duas maiores facções criminosas do Brasil, o PCC, Primeiro Comando da Capital, de São Paulo, e o CV, Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. A Casa Branca tomou a decisão após a constatação de que esses dois grupos criminosos brasileiros já atuam em pelo menos 12 estados dos EUA, mas Lula interpretou a medida como um pretexto para acções militares norte-americanas em território do Brasil.

Logo Depois, o Escritório de Comércio dos EUA propôs a aplicação de duas taxas aos produtos brasileiros, uma inicial de 25% e a outra, proposta esta terça-feira, de mais 12,5%, alegando práticas desleais do Brasil em relação aos produtos dos EUA. Na reunião desta quarta-feira no palácio presidencial, em Brasília, Lula exortou os seus ministros a não aceitarem essas imposições e a procurarem novos parceiros comerciais em qualquer parte do mundo. 

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