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Eis os principais desenvolvimentos após os ataques dos EUA e Israel contra o Irão

Irão está desde este sábado sob fogo dos Estados Unidos e de Israel, com ataques que fazem temer um conflito armado alargado na região do Médio Oriente.

28 de fevereiro de 2026 às 14:24

O Irão está desde este sábado sob fogo dos Estados Unidos e de Israel, com ataques que fazem temer um conflito armado alargado na região do Médio Oriente.

Eis os principais desenvolvimentos das últimas horas, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP):

O Irão sob fogo

O guia supremo, 'ayatollah' Ali Khamenei, e o Presidente, Masoud Pezeshkian, figuram entre os alvos visados, segundo a radiotelevisão pública israelita KAN.

Um jornalista iraniano mencionou também o nome de Ali Shamkhani, conselheiro do guia supremo e antigo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, mas desconhece-se se os objetivos dos ataques foram atingidos.

Uma fonte de segurança israelita afirmou que, na primeira vaga, foram visados alvos de alto escalão e pessoas envolvidas em planos para destruir Israel.

Duas fortes detonações foram ouvidas em Teerão por jornalistas da AFP, pouco depois de duas colunas de fumo espesso terem começado a subir no centro e no leste da capital.

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, explosões também atingiram a grande cidade de Isfahan, a cidade santa de Qom, Karaj e Kermanshah.

O balanço de um ataque atribuído a Israel contra uma escola subiu para 51 mortos a meio do dia, de acordo com os meios de comunicação estatais iranianos.

A região atingida

Nenhum país foi poupado numa região onde os Estados Unidos dispõem de bases militares.

Em comunicado enviado à agência iraniana Tasnim, o Corpo da Guarda da Revolução Islâmica informou que os seus mísseis e drones atingiram o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein.

Foram também atingidas outras bases norte-americanas no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, além de centros militares e de segurança.

Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa confirmou que a queda de detritos de mísseis num bairro residencial de Abu Dhabi causou a morte de um civil asiático.

Residentes relataram à AFP fortes explosões na capital e as autoridades intercetaram uma segunda vaga de disparos iranianos a meio da tarde (hora local).

No Bahrein, um centro do quartel-general da frota dos Estados Unidos foi atingido por um ataque de míssil e os moradores do bairro foram retirados por precaução.

No Qatar, várias explosões foram ouvidas sobre o centro de Doha e perto da base de Al-Udeid, a maior instalação militar norte-americana na região.

O Ministério da Defesa do Qatar anunciou ter repelido uma série de ataques.

No Kuwait, os sistemas de defesa aérea intercetaram mísseis no espaço aéreo nacional.

Um míssil iraniano causou danos significativos na pista de uma base aérea que acolhe militares da força aérea italiana.

O vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, disse que não se registaram feridos entre os militares de Itália.

Na Arábia Saudita, várias explosões foram ouvidas em Riade.

No Líbano, Israel anunciou ter visado posições do Hezbollah, enquanto na Jordânia as forças armadas abateram dois mísseis balísticos e a embaixada dos Estados Unidos em Amã ordenou o confinamento dos seus nacionais.

No Iraque, foi registado um bombardeamento contra a base de Jurf al-Sakher, que abriga o grupo Hachd al-Chaabi e o grupo armado Kataeb Hezbollah.

A defesa antiaérea norte-americana estava a atuar contra drones sobre Erbil.

Na Síria, a agência oficial relatou quatro mortos após a queda de um míssil iraniano no sul do país.

Trump visa o poder iraniano

O Presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos lançaram grandes operações de combate contra o Irão e apelou ao povo iraniano para tomar o poder numa mensagem vídeo na plataforma social de que é proprietário.

Trump afirmou que os Estados Unidos vão destruir os mísseis e a marinha de Teerão, e avisou as autoridades iranianas de que devem depor as armas ou enfrentar uma "morte certa".

Declarou aos iranianos que a hora da liberdade estava ao alcance e pediu que assumissem o controlo do país assim que a operação terminasse.

Aos cidadãos norte-americanos, admitiu que heróis poderiam perder a vida e que poderiam ocorrer baixas.

O Pentágono, sede da defesa norte-americana, batizou a operação como "Fúria Épica".

Israel em estado de emergência especial

Antes das mensagens de Trump, o Ministério da Defesa israelita anunciou um "ataque preventivo" para eliminar as ameaças contra o Estado de Israel.

Foi instaurado um "estado de emergência especial e imediato" em todo o país devido à expectativa de um ataque iminente de mísseis e drones contra a população civil.

Fortes explosões foram ouvidas em Jerusalém e o exército detetou disparos iranianos.

Os abrigos públicos na cidade foram abertos e as escolas e locais de trabalho permanecerão fechados até ao fim do dia de segunda-feira.

A direção de operações iniciou um reforço em larga escala das forças terrestres e dos comandos regionais, incluindo a mobilização de forças especiais.

Portugal aconselha prudência

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.

"Em caso de necessidade especial, [devem] contactar as embaixadas ou o Gabinete de Emergência Consular e estar atentos a toda a informação, em particular à que é facultada pelas embaixadas, assim como cumprir as recomendações das autoridades locais", disse o ministério.

Numa publicação feita este sábado de manhã nas redes sociais, o ministério já tinha assegurado estar a "acompanhar ao minuto" os desenvolvimentos da situação no Irão, garantindo que prioridade era a segurança dos cidadãos portugueses.

O transporte regional paralisado

Muitas companhias aéreas, incluindo a Air France, Lufthansa, British Airways e Turkish Airlines, anunciaram a suspensão de voos na região.

Vários países fecharam total ou parcialmente o espaço aéreo, nomeadamente o Irão, Israel, Qatar, Iraque, Síria, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

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