Viagens e turismo, eletrónica e indústria entre os setores mais afetados.
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A epidemia de coronavírus com origem na China está a afetar multinacionais no Mundo inteiro, devido às restrições e medidas de contenção para evitar a sua propagação. Os setores mais afetados são os seguintes:
Viagens e turismo
O setor tem sido prejudicado pela quarentena em dezenas de cidades na China e pela interdição de viagens organizadas de chineses para o estrangeiro para conter a epidemia.
Alguns países desaconselham os seus cidadãos a viajarem para a China e outros suspenderam as atividades provenientes do país.
Várias companhias aéreas, incluindo a Air France, British Airways, Air Canada, Lufthansa ou Delta, suspenderam os voos para a China continental. Com sede em Hong Kong, a Cathay Pacific anunciou esta quarta-feira que pediu a 27.000 funcionários para tirarem três semanas de licença sem vencimento.
Os casinos de Macau também encerraram, o mesmo sucedendo com parques da Disney em Xangai e Hong Kong.
Em Paris, os efeitos em várias cadeias de lojas habitualmente frequentadas por turistas chineses também são visíveis. A indústria do turismo em Itália teme vir a registar uma perda anual de 4,5 mil milhões de euros, segundo o laboratório de ideias Demoskopika.
No setor dos cruzeiros, MSC Cruises, Costa Crociere e Royal Caribbean pediram aos seus navios para não fazerem escalas na China.
Eletrónica
As fábricas na China do grupo tecnológico com sede em Taiwan Foxconn vão ficar fechados até meados de fevereiro e alguns funcionários receberam a indicação de que devem tirar 14 dias suplementares para deixar passar o tempo de incubação do vírus.
Há o risco de virem a ser afetados os fabricantes de 'smartphones', de ecrãs e de computadores que são clientes de componentes da Foxconn. A Apple indicou que está a trabalhar em planos para compensar a baixa produção dos seus fornecedores na China.
A sul-coreana LG Electronics cancelou a sua participação no Mobile World Congress, um evento sobre o 'smartphone' e a Huawei ainda não indicou se vai participar na mostra, que decorre em Barcelona de 24 a 27 de fevereiro.
Indústria
A cidade de Wuhan, que está no epicentro da epidemia, é uma placa giratória para os grandes construtores automóveis norte-americanos, europeus e asiáticos.
A Hyundai Motor indicou que suspendeu toda a sua produção na Coreia do Sul devido às dificuldades no fornecimento de peças provenientes da China.
A fabricante de veículos elétricos Tesla reconheceu que a epidemia pode afetar a produção na sua nova fábrica de Xangai, com potenciais efeitos nos resultados do primeiro trimestre.
No domínio da aeronáutica, a Airbus encerrou até nova ordem a sua linha de montagem do modelo A320 em Tianjin, perto de Pequim.
O conglomerado francês de equipamentos Safran também suspendeu a produção até 10 de fevereiro nas várias instalações que tem em território chinês, com 2.500 trabalhadores.
Já afetada pela guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, a Caterpillar (máquinas, motores e veículos pesados) manifestou preocupação com um "possível período de incerteza económica mundial" ao longo deste ano.
Consumo
A cadeia de cafés Starbucks, para a qual a China constitui o segundo mercado mundial, encerrou temporariamente metade dos 4.000 pontos de venda que tem no país.
A McDonald's indicou recentemente que decidiu fechar "várias centenas" de restaurantes na província de Hubei, cuja capital é Wuhan. Foi indicado que 3.000 outros restaurantes permanecem abertos.
Outras cadeias como a Pizza Hut ou KFC também decidiram fechar portas, devido às medidas impostas nas suas parcerias com empresas chinesas.
O fabricante de equipamento desportivo Nike, que receia "um forte impacto" nas suas operações na China e Taiwan, encerrou cerca de metade das suas lojas na China e constatou que há uma queda nas vendas das que continuam abertas.
Neste panorama sombrio há também quem consiga tirar proveito, como o fabricante de máscaras de proteção 3M.
A China elevou esta quarta-feira para 490 mortos e mais de 24.300 infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus detetado em dezembro passado em Wuhan.
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