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Escândalo dos currículos falsificados alastra em Espanha

Políticos correm a corrigir habilitações académicas após demissão de deputada do Partido Popular.

07 de agosto de 2025 às 01:30

O escândalo provocado pela demissão da deputada do Partido Popular espanhol Noelia Núñez, acusada de falsificar as suas habilitações académicas, levou quase uma dezena de políticos de vários partidos a corrigirem à pressa os seus currículos para não serem acusados de tentar enganar os eleitores.

É o caso de Ana Millán, vice-presidente da Assembleia da Comunidade de Madrid (PP), que esta semana substitui a licenciatura em Ciência Política que constava do seu currículo oficial por um mais modesto diploma em Administração Pública, e também de Pedro Rollán (PP), presidente do Senado espanhol, que fez desaparecer do seu CV um mestrado em Gestão de Empresas e uma licenciatura em Marketing. Já o socialista José María Ángel, nomeado pelo governo para supervisionar os esforços de reconstrução em Valencia após a tempestade Dana, foi obrigado a demitir-se após ser investigado por alegar no seu CV ter um diploma de um curso que não existe.

A demissão foi igualmente a opção escolhida por Ignácio Higuera, vereador do VOX na Extremadura, que alegou ter tirado em 1993 uma licenciatura em Marketing por uma universidade que, na altura, nem sequer tinha sido inaugurada.

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