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Estados Unidos impõem sanções ao Ministério do Turismo de Cuba

Medidas também afetam grupos paramilitares e empresas especializadas na importação e exportação de combustíveis.

14 de julho de 2026 às 00:36

O Departamento de Estado norte-americano confirmou a aplicação de novas sanções a entidades públicas e privadas cubanas, incluindo o Ministério do Turismo, e a grupos paramilitares do regime comunista.

Além do Ministério do Turismo, as medidas visam empresas especializadas na importação e exportação de combustíveis, segundo um comunicado emitido na segunda-feira pelas autoridades diplomáticas norte-americanas.

As sanções também afetam grupos paramilitares, alguns dos quais a operar sob a tutela do Ministério das Forças Armadas, descritos pelo Departamento de Estado como "instrumentos de repressão".

Várias das entidades sancionadas estão ligadas à GAESA, o conglomerado militar cubano que controla diversos setores estratégicos da economia da ilha e que também está sujeito às sanções norte-americanas.

As entidades visadas pelas novas sanções estão sujeitas ao congelamento de ativos nos Estados Unidos e proibidas de realizar negócios com empresas ou indivíduos norte-americanos.

As medidas de Washington contra o Ministério do Turismo representam uma nova ameaça para grupos hoteleiros estrangeiros, como as redes espanholas Meliá e Iberostar.

Embora tenham deixado de administrar hotéis de propriedade da GAESA no início de junho, essas empresas mantiveram operações em estabelecimentos administrados pelo Ministério do Turismo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, reagiu na rede social X considerando o anúncio de medidas coercivas "uma prova clara da intenção criminosa e genocida com a qual os líderes dos Estados Unidos persistem em punir toda a população do país".

Além do embargo em vigor desde 1962, Washington, que não esconde o desejo de mudança de regime em Havana, impôs um bloqueio de petróleo a Cuba desde janeiro, autorizando a chegada de apenas um navio-tanque russo.

Na semana passada, a ilha sofreu dois apagões em todo o território.

A envelhecida rede elétrica de Cuba enfrenta com frequência interrupções totais ou parciais no fornecimento de energia, mas a situação agravou-se após o bloqueio norte-americano, tendo-se verificado outros dois apagões, em março e em maio.

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