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EUA destacaram agentes do ICE para os Jogos Olímpicos de Inverno em Itália

Agentes vão ter como missão a avaliação e mitigação de riscos relacionados com organizações criminosas transnacionais.

27 de janeiro de 2026 às 09:35

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) vão ser enviados para Itália para os Jogos Olímpicos de Inverno, disse esta terça-feira um porta-voz do organismo à Agência France Presse.

Os Jogos Olímpicos de Inverno vão decorrer no norte de Itália entre os dias 06 e 22 de fevereiro.

De acordo com a Agência France Presse, nos Jogos Olímpicos de Inverno, o Serviço de Segurança Interna (HSI) do ICE vai apoiar o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos Estados Unidos, "bem como o país anfitrião".

Segundo a mesma fonte, os agentes vão ter como missão a avaliação e mitigação de riscos relacionados com organizações criminosas transnacionais.

De acordo com a agência de notícias italiano ANSA, os agentes do ICE vão ter um papel "muito limitado" na segurança de elementos do Governo dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026.

O governador da Lombardia, Itália, Attilio Fontana, pronunciou-se na segunda-feira após as primeiras notícias sobre alegado envolvimento da agência norte-americana na proteção de atletas norte-americanos.

"O ICE vai estar aqui apenas para vigiar o vice-presidente dos Estados Unidos (JD) Vance e o secretário de Estado (Marco) Rubio", disse Fontana.

Para o governador da região italiana da Lombardia vai ser "apenas" uma medida defensiva.

O Governo de Roma ainda não se pronunciou sobre a alegada presença dos agentes do ICE nos Jogos Olímpicos de Itália.

Fontes da Polícia Estatal italiana, não identificadas, afirmaram na segunda-feira à noite, à agência ANSA, que os agentes do ICE não vão prestar segurança aos membros da Administração norte-americana nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026.

As fontes policiais italianas disseram que - até ao momento - "não há acordos de cooperação assinados para os Jogos Olímpicos".

Os agentes do ICE envolvidos em operações polémicas nos Estados Unidos estão a ser contestados após a morte, no passado sábado, de Alex Pretti, um enfermeiro norte-americano de 37 anos, em Minneapolis, Estado do Minnesota.

Pretti, foi morto a tiro por polícias federais envolvidos em operações anti-imigração, assim como Renee Good, cidadã da mesma idade, abatida no dia 07 de janeiro, na mesma cidade.

Entretanto, Gregory Bovino, comandante do ICE e figura destacada na repressão da imigração, vai abandonar o Estado do Minnesota após críticas generalizadas pelas mortes dos dois civis.

Bovino, que supervisiona a fiscalização da imigração em Minneapolis sob as ordens do Presidente Donald Trump, deve abandonar esta terça-feira a cidade de Minneapolis, de acordo com dois funcionários da Administração norte-americana em declarações ao jornal New York Times.

A partida ocorre pouco depois de Donald Trump ter anunciado, através das redes sociais, que destacou Tom Homan, o oficial de imigração (conhecido como 'czar das fronteiras'), para liderar as operação do ICE em Minneapolis.

A nível federal, as operações dos agentes do ICE estão a ser criticadas por políticos do Partido Democrático, em particular pelos governadores dos Estados da Califórnia, Minnesota e Chicago.

Para o Partido Democrático, os agentes ICE são "inexperientes e movidos por um sentimento de impunidade".

Nas últimas 24 horas, os ex-chefes de Estado Barack Obama e Bill Clinton (Partido Democrático) criticaram a ação do corpo de polícia com veemência.

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