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John Bolton era alvo de 18 acusações por partilhar com familiares notas que continham informações confidenciais, enquanto preparava um livro de memórias sobre o seu tempo no Governo.
John Bolton, antigo conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, concordou em declarar-se culpado de uma única acusação de retenção de informações confidenciais, adiantou hoje a Associated Press (AP), citando uma fonte conhecedora do assunto.
Esta decisão acontece no âmbito de um acordo com o Departamento de Justiça americano, que poderá permitir-lhe evitar uma pena de prisão, segundo a mesma fonte.
Este acordo resolverá um processo criminal instaurado em outubro no qual Bolton era alvo de 18 acusações, de reter ou partilhar notas semelhantes a um diário com familiares que, segundo as autoridades, continham informações confidenciais, enquanto preparava um livro de memórias sobre o seu tempo no Governo.
Nos termos do acordo, Bolton enfrentaria também uma multa de 2,25 milhões de dólares, disse a fonte, que insistiu no anonimato para discutir um acordo que ainda não tinha sido tornado público.
Qualquer pena de prisão teria um limite máximo de cinco anos, mas o acordo permite-lhe evitar o tempo atrás das grades, embora a punição dependa, em última instância, de um juiz.
Uma nova audiência de acusação, que normalmente sinaliza um acordo de confissão, está marcada para 26 de junho.
O Departamento de Justiça recusou-se a comentar esta questão, disse a AP.
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