page view

Explosão de engenho mata três crianças e fere outra na província angolana do Cubango

Acidente ocorreu quando as crianças, entre os 5 e 12 anos, brincavam numa lavra onde encontraram o projétil de morteiro.

12 de março de 2026 às 15:02

A explosão de um engenho não detonado matou três crianças e feriu outra, na localidade de Canhongo, 65 quilómetros da sede municipal de Menongue, capital da província do Cubango, noticiou esta quinta-feira a imprensa local.

O acidente ocorreu quando as crianças, entre os 5 e 12 anos, brincavam numa lavra onde encontraram o projétil de morteiro de 82 milímetros, avançou à agência noticiosa angolana, ANGOP, um especialista do Centro Nacional de Desminagem, João Próspero.

Segundo a fonte, o engenho explosivo foi encontrado pelo proprietário daquele campo agrícola um dia antes, mas não comunicou às autoridades, limitando-se a tapar o objeto com uma peneira.

João Próspero frisou que as crianças se encontravam em companhia da mãe, que foi contratada para a limpeza da lavra, fazendo-se acompanhar dos seus filhos para ajudar nos trabalhos.

No local do acidente morreram dois menores, enquanto o terceiro faleceu no hospital, encontrando-se a quarta criança a ser assistida no Hospital Geral do Cubango, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica e em observação contínua.

Este é o primeiro acidente do género registado na província, segundo as autoridades, estando a decorrer ações de verificação na zona onde o engenho foi deflagrado.

Angola ainda regista recorrentes acidentes com minas devido a mais de três décadas de guerra civil, que terminou em 2002.

No terreno, diversos operadores de Organizações Não-Governamentais e do Estado angolano desenvolvem ações de desminagem.

O país lusófono ainda tem 966 áreas suspeitas de minas, segundo dados da Agência Nacional de Ação contra Minas, numa extensão de 60.866.147 metros quadrados, sendo ainda as províncias mais afetadas Bié, Cuando, Cubango, Cuanza Sul, Moxico e Moxico Leste.

No ano passado, o Governo angolano anunciou que pretendia, pela terceira vez, prorrogar, por mais cinco anos, o prazo para se livrar de minas antipessoal, como obriga o artigo 5.º da Convenção de Otava.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8