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Fabricante de 'chips' SK Hynix pode encerrar operações na China face a restrições dos EUA

Empresa tem fábricas nas cidades chinesas de Wuxi e Chongqing.

26 de outubro de 2022 às 09:06

A sul-coreana SK Hynix, a segunda maior fabricante de 'chips' de memória do mundo, admitiu esta quarta-feira que pode encerrar as operações na China, depois de os Estados Unidos terem restringido o fornecimento de semicondutores a empresas chinesas.

Embora tenha anunciado, no início do mês, que recebeu isenção, pelo período de um ano, das limitações impostas por Washington à exportação de equipamento e componentes essenciais para a produção de alta tecnologia, a SK Hynix admitiu esta quarta-feira que a retirada da China está a ser estudada.

Numa videoconferência para explicar os resultados do terceiro trimestre do ano, o diretor de vendas, Kevin Noh, explicou que o desejo da empresa é continuar a operar na China "sem ter que enfrentar" as sanções, que estão a "prejudicar" o país asiático, mas que foi elaborado um plano de contingência.

A empresa espera conseguir renovar a isenção, todos os anos, mas a situação é "muito incerta", e entre os possíveis cenários está a venda do equipamento na China e a transferência das operações para a Coreia do Sul.

A SK Hynix atualmente possui fábricas nas cidades chinesas de Wuxi e Chongqing.

No terceiro trimestre do ano, a empresa registou uma queda de 66,7% dos lucros líquidos, em relação ao mesmo período do ano anterior, para o equivalente a cerca de 770 milhões de euros. O lucro operacional foi de 1.160 milhões de euros, 60,4% menor do que no período homólogo. A faturação caiu 7%, para 7.700 milhões de euros.

Os resultados ficaram abaixo do esperado pela maioria dos analistas.

O Departamento do Comércio dos EUA emitiu este mês uma ordem que impede que empresas ou indivíduos chineses tenham acesso a 'chips' semicondutores fabricados nos Estados Unidos ou produzidos com componentes norte-americanos, sob ameaça de inclusão na sua lista de sanções para empresas estrangeiras.

Segundo as autoridades norte-americanas, que recentemente aprovaram uma lei para estimular a produção de semicondutores no seu território, a China está a usar os avanços tecnológicos para desenvolver tecnologia militar avançada e reforçar o controlo sobre os seus cidadãos.

Nos últimos anos, a China anunciou várias medidas e planos para impulsionar a indústria nacional de semicondutores, que continua a depender de fabricantes estrangeiros.

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