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Filho de Bolsonaro desce nas intenções de voto enquanto outros dois candidatos à direita sobem

Sondagem mostra que, numa segunda volta, os dois candidatos da direita podem empatar com Lula da Silva.

01 de junho de 2026 às 15:31

Uma sondagem eleitoral divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Real Time Big Data, mostrou que o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro que até há dias era o segundo colocado na corrida para as presidenciais de outubro, caiu na intenção de voto, enquanto outros dois candidatos da direita, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, cresceram e empatariam com Lula da Silva. A nova sondagem confirma a tendência de queda de Flávio, do Partido Liberal, que chegou a superar Lula numericamente mas começou a regredir após uma fuga de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por corrupção.

De acordo com os números levantados pelo Real Time Big Data, numa eventual segunda volta contra Ronaldo Caiado, ex-governador do rico estado de Goiás e que deixou o governo regional em Abril com o título de melhor governador do Brasil, Lula e ele empatariam rigorosamente com 43% para cada um. Caiado, que não obstante disputar a presidência pelo Partido Social Democrático, PSD, é de extrema-direita, foi um aliado crítico de Jair Bolsonaro mas não aceitou apoiar a candidatura de Flávio e alçou voo próprio.

Já numa segunda volta contra Romeu Zema, ex-governador do estado de Minas Gerais e cujo governo também foi bem avaliado, Lula teria os mesmos 43%, contra 40% do adversário. Mas como a sondagem tem uma margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo, tecnicamente Lula, do Partido dos Trabalhadores, PT, e Zema, do Partido Novo, PN, de extrema-direita, estão empatados, com o ex-governador podendo chegar a 42% e Lula cair para 41%.

Flávio Bolsonaro, que vinha numa ascensão lenta mas aparentemente sólida até a divulgação das mensagens, caiu para o quarto lugar na corrida presidencial. Segundo a sondagem desta segunda-feira, sempre avaliando o quadro de uma segunda volta, Lula venceria Flávio com 45% dos votos, contra 40% do filho de Jair Bolsonaro, a cumprir prisão domiciliária de 27 anos e 3 meses por golpe de Estado (FIM).

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