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"Fui violada. Introduziram-me ratos vivos na vagina": os relatos chocantes das vítimas de Pinochet

Um livro publicado sobre a ditadura chilena revela que pelo menos 316 mulheres foram violadas.

12 de setembro de 2019 às 10:21

"Sofri choques elétricos, fui pendurada, posta no pau de arara [vítima é amarrada e pendurada de cabeça para baixo, apoiada numa barra de ferro], fizeram simulação de fuzilamento, sofri queimaduras com charutos": este é um dos relatos de uma das mulheres vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile, revelado no livro do jornalista Daniel Hopenhayn.

"Assim se Torturou no Chile" junta vários testemunhos das vítimas da ditadura de Augusto Pinochet que depuseram na Comissão Nacional sobre a Prisão Política e Tortura entre 2003 e 2004.

"Há cenas simplesmente inexplicáveis, que transbordam a nossa imaginação sobre a condição humana", explicou Daniel ao El Pais.

Uma das mulheres que dá o testemunho foi detida em 1974 e esteve presa durante dois anos sem ser acusada de nada. Ficou grávida depois de ser violada e abortou na cadeia.

"Obrigaram-me a tomar drogas, fui violada e sofri assédio sexual com cães, introduziram-me ratos vivos na vagina e em todo o corpo", explicou.

"Obrigaram-me a ter relações sexuais com o meu pai e irmão que estavam detidos (...) Eu tinha 25 anos", revela.

Outra das vítimas tinha 14 anos e em 1973 revelou que foi obrigada a fazer sexo oral a três militares. "Não sei quem eram porque estavam encapuzados. Só sei que a minha vida nunca voltará a ser como antes", disse.

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