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Gangues esmagavam membros a vítimas para receber milhares de seguradoras em Itália

Toxicodependentes, alcoólicos e pessoas vulneráveis aceitavam agressões em troca de dinheiro.
09.08.18

Pelo menos 70 pessoas foram convencidas por gangsters sicilianos para lhes serem esmagados os membros com pesos de ginásio, em troca de dinheiro. O grupo criminoso de Palermo, Itália, foi desmascarado pela polícia italiana.

Milhares de euros foram conseguidos através das seguradoras, que pagavam às vítimas como se estas tivessem sofrido acidentes rodoviários ou sido atropeladas. Quem aceitava, eram toxicodependentes, alcoólicos, doentes mentais e pessoas desesperadas por dinheiro, refere a Sábado.

E como lhes eram partidas as pernas e braços? Com pesos de 25 quilos semelhantes aos dos ginásios. Os membros eram presos entre blocos de cimento e às vezes, adormecidos com gelo antes da lesão.

Onze pessoas foram detidas. Neste gangue, estavam envolvidos vários profissionais de saúde. Entre eles, uma enfermeira do hospital de Palermo que roubava analgésicos para tentar reduzir as dores das vítimas. As conversas telefónicas ouvidas permitiram perceber a existência de cúmplices em vários hospitais e clínicas da cidade siciliana.

A polícia italiana conseguiu captar, através de vigilância electrónica, o registo dos gritos das vítimas. As lesões eram feitas em casas privadas ou armazéns.

Numa chamada escutada, o agressor pediu uma cadeira de rodas e uma ambulância para o dia seguinte. Depois de terem os membros esmagados, as vítimas eram levadas para hospitais. Lá, os cúmplices garantiam que tinham sofrido acidentes, e até arranjavam testemunhas falsas que alegavam ter assistido ao atropelamento, por exemplo.

Rodolfo Ruperti, que lidera a equipa de operações policiais de Palermo, contou que os suspeitos iam à estação de comboios em Palermo recrutar as vítimas. No fim de tudo, recebiam algumas centenas de euros, enquanto os gangsters lucravam centenas de milhares de euros. "Eram cúmplices no esquema e vítimas ao mesmo tempo", lamentou Ruperti.

Um braço e uma perna esmagados valiam cerca de 150 mil euros em pagamentos das seguradoras.

Esta investigação começou em Janeiro de 2017, quando foi encontrado o corpo de um homem tunisino numa rua de Palermo. Pensou-se que tinha sido vítima de um acidente rodoviário, mas a autópsia revelou que tinha morrido de ataque cardíaco depois de os seus membros terem sido esmagados.

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