Governo fecha os olhos à origem de detidos na Venezuela

Dezenas de gerentes de supermercados são acusados de violarem a lei que regula os preços.
Por Rita F. Batista|24.09.18
  • partilhe
  • 4
  • +
O regime venezuelano respondeu ao Governo de Portugal e fez saber que, apesar de valorizar os portugueses na Venezuela, ali "impera o Estado de Direito e de Justiça. As instituições investigam qualquer delito que se cometa, sem se preocuparem com a origem dos suspeitos". Entre os 34 gerentes de cadeias de supermercados detidos na Venezuela, acusados de impedir o abastecimento de produtos básicos e de violarem as leis que regulam os preços, estão sete portugueses e três luso-descendentes.

A resposta chegou via Twitter na página do ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano após o Ministério dos Negócios Estrangeiros luso ter convocado o embaixador da Venezuela em Lisboa para lhe transmitir a "grande preocupação" do Governo pela detenção dos portugueses e luso-descendentes. O Presidente da República também se mostrou preocupado.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, disse que estão a ser feitas "todas as diligências" para apoiar a defesa jurídica dos portugueses detidos. Ao Correio da Manhã, fez saber que salientou ao governo venezuelano "o valioso contributo" dos 400 mil luso-descendentes a viver naquele país.

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!