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Greta Thunberg deve passar por Portugal a caminho da Cimeira do Clima de Madrid

Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde.
Lusa 13 de Novembro de 2019 às 16:52
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Greta Thunberg
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Greta Thunberg
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Jovem ativista sueca viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde
Greta Thunberg
A jovem ativista sueca Greta Thunberg deverá passar por Portugal na viagem de barco que iniciou esta quarta-feira dos Estados Unidos para cruzar o Atlântico e participar na Cimeira do Clima (COP25) de Madrid.

A possibilidade de Greta Thunberg passar por Portugal foi avançada esta quarta-feira por Elayna Carausu, que viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde ("A Vagabunda") e que se ofereceu para a levar até Madrid.

"Uma decisão espontânea de mudar a nossa casa para o outro lado do oceano, mas nós amamos a Europa, por isso estamos ansiosos [para comer] um caldo verde à chegada", disse esta quarta-feira Carausu na sua conta no Instagram, sugerindo que o porto de chegada será em Portugal.

"Estou satisfeita por anunciar que espero chegar à COP25 em Madrid [que se realiza entre 02 e 13 de dezembro]", disse Thunberg, de 16 anos, na terça-feira, na rede social Twitter.

A ativista viaja com os australianos Riley Whitelum e Elayna Carausu, que documentam as suas viagens por todo o mundo no YouTube, estando ainda no barco a sua filha, Lenny, de 11 meses, e a marinheira inglesa Nikki Henderson.

A provável passagem de Greta Thunberg por Portugal encaixa com uma proposta aprovada na terça-feira na comissão parlamentar de Ambiente da Assembleia da República no sentido de convidar a jovem sueca a vir a Portugal.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, José Maria Cardoso (BE), e mereceu a aprovação dos deputados.

"Foi uma proposta apresentada por mim e aprovada por unanimidade, que foi assumida por toda a comissão. Esta é uma vontade que vem já da anterior legislatura", disse José Maria Cardoso, em declarações à Lusa.

De acordo com o presidente da comissão parlamentar de Ambiente, considerou-se agora ser "mais possível" a vinda de Greta a Portugal, tendo em conta que a ativista vai participar, em dezembro, numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as alterações climáticas em Madrid, Espanha.

"A vinda [de Greta Thunberg] a Portugal servirá para reconhecer o trabalho desta ativista no que se refere às alterações climáticas [...] e também responde à vontade manifestada por vários grupos de jovens", acrescentou.

Esta proposta segue agora para deliberação pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e só após esta decisão é que será endereçado um convite à jovem sueca e agendada uma data.

Greta Thunberg viajou em agosto do Reino Unido para Nova Iorque no veleiro ecológico de Pierre Casiraghi, o filho mais novo de Carolina de Mónaco, para participar da Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, em setembro.

A ativista, que tirou um ano sabático, pretendia viajar pelas Américas, por terra, até ao Chile, onde a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP25) estava inicialmente agendada.

O governo chileno, no entanto, cancelou a organização do evento devido aos fortes protestos sociais que há semanas abalam este país sul-americano.

Thunberg evita viajar de avião para conscientizar sobre seu impacto na crise climática e pediu ajuda para chegar a Madrid, onde se vai agora realizar a cimeira.

A jovem iniciou uma greve à escola em setembro de 2018 em frente ao parlamento sueco para apelar à tomada de medidas contra as alterações climáticas, que inspirou um movimento global que a levou a ser recebida pelos líderes mundiais e a falar em conferências.

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