Acidente mata sete portugueses em 33 ocupantes da aeronave. (Atualizada às 18h17)
Foi elevado para sete o número de vítimas mortais com nacionalidade portuguesa no acidente aéreo de sexta-feira na Namíbia. Segundo confirmou o secretário de Estado das Comunidades ao DN, uma das vítimas angolana tem dupla nacionalidade.
VEJA AS PRIMEIRAS IMAGENS DO DESASTRE
POLÍCIA RECUPERA 31 DOS 33 CORPOS (16h00)
A polícia da Namíbia anunciou este domingo que já recuperou os corpos de 31 das 33 pessoas que faleceram na queda do avião das Linhas Aéreas de Moçambique.
"Só recuperamos 31 corpos no local. Não sabemos ainda dos outros corpos", afirmou o major da polícia da Namíbia, Bem Shikongo, em declarações à agência noticiosa francesa AFP.
A polícia está a considerar a hipótese dos corpos das outras duas pessoas terem caído do avião ainda durante a queda, afirmou o responsável, adiantando que terão uma visão mais clara sobre o que se passou esta segunda-feira, altura em que farão testes de ADN aos restos mortais das vítimas.
As caixas negras do avião também já foram recuperadas pelas autoridades, assim como dois gravadores de voz, anunciou o capitão Ericksson Nengola, diretor do departamento de investigações aos acidentes de aviação no Ministério dos Transportes da Namíbia, em declarações à AFP.
CORPOS DAS VÍTIMAS TRASLADADOS (13h14)
Os corpos das 33 vítimas do acidente com um avião moçambicano, na sexta-feira no norte da Namíbia, foram trasladados este sábado, por via aérea, para a capital, Windhoek, revela a estação de televisão namibiana NBC News.
Segundo o investigador criminal Willie Bampton, que tem conduzido as operações de investigação, os corpos e restos mortais dos 27 passageiros - incluindo seis portugueses - e dos seis tripulantes, foram transferidos num aparelho militar da Namíbia.
Serão agora efetuados exames forenses e autópsias às vítimas, desconhecendo-se quando é que serão trasladados para os países de origem.
No caso das seis vítimas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, afirmou este domingo à agência Lusa que aguarda informações sobre a trasladação dos corpos, adiantando que será preciso "um reconhecimento pericial".
"Com que rigor é que o farão, não sei. Depende do grau de investigação. Aguardamos mais dados sobre a trasladação", disse o secretário de Estado.
José Cesário afirmou ainda que Portugal disponibilizou equipas forenses, mas não foi feito qualquer pedido oficial de auxílio por parte da Namíbia.
O avião das Linhas Aéreas de Moçambique, que fazia o voo Maputo-Luanda, caiu na sexta-feira no norte da Namíbia, vitimando todos os ocupantes: seis tripulantes e 27 passageiros, entre os quais seis portugueses. O aparelho foi encontrado no sábado carbonizado no Parque Nacional de Bwabwata.
PRESIDENTE DE CABO VERDE "CONSTERNADO" COM ACIDENTE (11h58)
O Presidente de Cabo Verde enviou, este domingo, uma mensagem de condolências ao seu homólogo moçambicano, afirmando-se "profundamente consternado" com o "trágico acidente", de sexta-feira, com um avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que matou 33 pessoas.
Na mensagem distribuída hoje à imprensa, Jorge Carlos Fonseca, cuja mulher, Lígia, é natural de Moçambique, expressa a Armando Guebuza "condolências e solidariedade" aos familiares das vítimas e ao povo moçambicano.
"Senhor Presidente, caro amigo e caro irmão, foi com profunda consternação que tomei conhecimento do trágico acidente aéreo e que resultou no desaparecimento físico de todos os ocupantes do avião", escreveu.
TODOS OS CORPOS RETIRADOS DO PARQUE NACIONAL DA NAMÍBIA (10h59)
As vítimas do acidente com o avião moçambicano na Namíbia foram retiradas do Parque Nacional de Bawbwata, mas as caixas negras do aparelho ainda não terão sido recuperadas, disse à Lusa um responsável das áreas protegidas namibianas, Colgar Sikopo.
Apesar de não ter estado no local onde os destroços do avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), despenhado na sexta-feira, foram encontrados, Colgar Sikopo afirmou este domingo à Lusa que "todos os corpos foram removidos e levados para Rundu, capital da região de Kavango, a 300 quilómetros do local do acidente".
Diretor dos serviços regionais e de gestão de parques nacionais, Colgar Sikopo recebeu a indicação de que as caixas negras do aparelho ainda não tinham sido encontradas às primeiras horas de hoje, mas remeteu mais informações para a autoridade civil da Namíbia.
PILOTOS NÃO RESPONDERAM A CONTACTO PROTOCOLAR DE VOO (9h37)
O responsável pelas investigações de acidentes aéreos na Namíbia, Erickson Nengola, afirmou que as autoridades de controlo tinham tentado, sem sucesso, estabelecer um contacto protocolar com o avião moçambicano que se despenhou na sexta-feira.
Em declarações divulgadas, este domingo, pela estação de televisão namibiana ‘NBC', Erickson Nengola afirmou que, no momento em que ocorreu o acidente com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na Namíbia, as condições meteorológicas eram boas, mas as autoridades locais não conseguiram estabelecer contacto com a tripulação.
"Mais tarde recebemos informações da polícia a dizer-nos que tinha havido um acidente", afirmou o responsável indicando que o desastre, que vitimou 33 pessoas, incluindo seis portugueses.
Um avião das LAM, que fazia a ligação entre Maputo e Luanda, caiu no parque nacional de Bwabwata, no norte da Namíbia, vitimando os 27 passageiros e seis tripulantes que seguiam a bordo. Veja o artigo 'Avião mata seis empresários portugueses'
Segundo Erickson Nengola, na altura do acidente, o "tempo estava bom, mas durante a tarde começou a chover e escureceu".
Num relato preliminar sobre o acidente, a página na Internet do ‘The Aviation Herald' adianta que, antes de desaparecer do radar, a aeronave iniciou, "de repente", uma descida a uma velocidade de cerca de cinco mil pés (1.500 metros) por minuto.
De acordo com a página eletrónica que monitoriza incidentes com aeronaves, o comandante do avião "era um piloto experiente", que tinha mais de quatro mil horas de voo, e o copiloto cerca de mil - contagens feitas ao serviço das LAM.
IDENTIFICADAS CINCO DAS NOVE VÍTIMAS ANGOLANAS
Cinco das nove vítimas mortais angolanas do acidente com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que se despenhou na sexta-feira na Namíbia, já foram identificadas, noticia este domingo o diário ‘Jornal de Angola'.
Para além do inspetor-geral das Finanças, Manuel João Landa, e das inspetoras Domingas Freire dos Santos e Almejada Laura Vatuva, quadros do Ministério das Finanças que regressavam de Maputo onde participaram na conferência anual das Inspeções Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ‘Jornal de Angola' referencia na edição de hoje que também o músico Action Nigga e o Dj Maskarado figuram na lista das vítimas.
O diário angolano acrescenta que na lista está também a moçambicana Dulce Maria Chimene, que trabalhava e residia em Angola.
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS "CONSTERNADO" E "TRISTE"
O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ficou "consternado" e "bastante triste" com a notícia do acidente aéreo de sexta-feira com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e que vitimou nove cidadãos angolanos, noticiou a agência Angop.
"O Chefe de Estado Angolano, em seu nome pessoal e do executivo, apresenta às famílias enlutadas as suas mais sentidas condolências", afirma a Casa Civil do Presidente da República, citada pela Angop.
AUTORIDADES DA NAMÍBIA REMOVEM CORPOS
O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse, este domingo, à agência Lusa que as autoridades da Namíbia estão a remover os corpos das vítimas do acidente.
"A informação que temos neste momento é que as autoridades da Namíbia estão a trabalhar nessa tarefa e que os corpos serão transferidos para a capital, Windhoek", disse José Cesário, que está em visita oficial a Macau.
O governante acrescentou também que as autoridades portuguesas estão em contacto com as famílias das vítimas nacionais e a prestar, aos que se deslocaram a África, a assistência possível e solicitada sob a coordenação da Direção Geral dos Assuntos Consulares.
"A equipa ao serviço do apoio às famílias é a que for necessária e nos vários postos consulares da região envolvida", assinalou José Cesário.
O Secretário de Estado acrescentou ainda não ter uma data precisa para a transladação dos corpos para Portugal, mas acredita que essa ação seja possível ao longo da semana.
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