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Correio da Manhã

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Hackers invadem telemóveis de Jair Bolsonaro

Os quatro suspeitos já estavam acusados de invadirem o telemóvel do ministro da justiça brasileiro, Sérgio Moro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 25 de Julho de 2019 às 16:22
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro

Os quatro hackers acusados de invadirem o telemóvel do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça brasileiro, atacaram os telemóveis utilizados pelo presidente Jair Bolsonaro. A informação foi avançada pela Polícia Federal e confirmada pelo Ministério da Justiça brasileiro esta quinta-feira.

Como a investigação decorre sob segredo de justiça, nem a polícia nem o ministério avançaram detalhes, nomeadamente se os piratas informáticos conseguiram extrair alguma informação dos aparelhos usados pelo presidente da República.

Os quatro suspeitos foram detidos durante a 'Operação Spoofing', desencadeada esta terça-feira pela Polícia Federal nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto com autorização do juiz Vallisney de Oliveira, da 10. Vara Federal de Brasília.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o grupo pode ter invadido mais de mil telemóveis de autoridades, entre elas os membros do Poder Judiciário, Ministério Público e governo.

No aparelho de um dos hackers, a polícia encontrou uma conta da aplicação Telegram em nome do ministro da Economia, Paulo Guedes, que também viu o seu telemóvel ser invadido por piratas informáticos. 

O PT já negou qualquer envolvimento nas ações ilegais do grupo e afirmou em comunicado que estão a planear mais uma farsa para culpar o partido e Lula, desviando das atenções das ações ilegais praticadas por Moro.

No entanto, todos os depoimentos continuam sob sigilo, mas o advogado de um dos detidos disse aos jornalistas que o seu cliente ouviu que quando o juiz comandou a operação 'Lava Jato', para vender as informações extraídas ao Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula da Silva foi condenado e preso por ordem do então magistrado e está até hoje na prisão.

Há várias semanas, o site The Intercept divulgou mensagens atribuídas a Moro e ao chefe do Ministério Público no 'Lava Jato', Deltan Dallagnol. Nos conteúdos divulgados pelo site, Moro e Dallagnol aparentemente combinam ações e versões para forçarem a condenação de arguidos, o que a lei brasileira proíbe e deixou o ex-juiz sob suspeição.

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