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Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Hamas impõe condições para deixar Cruz Vermelha visitar reféns

Grupo terrorista exige abertura de corredores humanitários permanentes para levar ajuda à população de Gaza.

05 de agosto de 2025 às 01:30

O Hamas admitiu esta segunda-feira permitir o acesso da Cruz Vermelha aos reféns israelitas ainda vivos, mas exigiu como contrapartida a abertura de corredores humanitários permanentes para levar ajuda à população esfomeada de Gaza.

A resposta do grupo terrorista surge depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter pedido ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e do  Crescente Vermelho, no fim de semana, para se envolver diretamente e de forma imediata na entrega de comida e medicamentos aos reféns israelitas, que desde 7 de outubro de 2023 não receberam qualquer assistência externa ou visita por parte daquela organização humanitária. O pedido de Netanyahu foi feito na sequência da divulgação, por parte do Hamas e da Jihad Islâmica, de novas imagens dos reféns Rom Braslavski e Evyatar David, claramente fracos e desnutridos após 22 meses de cativeiro. As imagens deixaram Israel em estado de choque e motivaram novos apelos à libertação imediata de todos os reféns, bem como protestos contra o governo por insistir na opção militar em vez de negociar a sua libertação em troca de um cessar-fogo.

"Os reféns israelitas comem o mesmo que os nossos combatentes e o nosso povo comem. Não receberão qualquer tratamento especial enquanto persistir o cerco criminoso e a fome", justificou o porta-voz do Hamas, Abu Obeida. Adiantou, no entanto, que o grupo terrorista está "disposta a responder de forma positiva" a um eventual pedido da Cruz Vermelha para "entregar comida e medicamentos aos prisioneiros inimigos", mas exigiu como condição "a abertura de corredores humanitários permanentes" para levar ajuda a toda a Faixa de Gaza.

Netanyahu ordena “ocupação total”

O PM israelita ordenou, na segunda-feira, a ocupação total de Gaza, incluindo as zonas onde se acredita que possam estar os reféns, e que até agora tinham sido relativamente poupadas. A ordem foi transmitida ao chefe do Estado-Maior, com a indicação de que “deve demitir-se se não concordar”.

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