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Correio da Manhã

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Homicida diz que matou 49 mulheres

O ‘serial killer’ a ser julgado no Canadá pelos assassínios de 26 mulheres confessou a um polícia, infiltrado na cela, que matou 49 e que queria matar mais uma para chegar às 50 vítimas, informou ontem a Acusação. Recorde--se que, perante o tribunal, Robert ‘Willie’ Pickton, um criador de porcos de 57 anos, não admitiu qualquer crime.
24 de Janeiro de 2007 às 00:00
Logo no início do julgamento, que decorre sob fortes medidas de segurança, em New Westminster, o juiz avisou os jurados para estarem preparados para ouvir descrições chocantes. E elas não tardaram. O procurador público Derril Prevett começou por recordar que, durante as buscas efectuadas em 2002 à fazenda de Pickton, a polícia encontrara num frigorífico os crânios e outras partes do corpo de duas das vítimas. “As cabeças foram cortadas ao meio, verticalmente. Junto dos crânios, que tinham marcas de balas, estavam as mãos direita e esquerda, bem como a parte de frente dos dois pés de cada uma das vítimas”, contou.
Refira-se que todos estes pormenores sobre as buscas da polícia só agora foram revelados, uma vez que o juiz proibira os órgãos de Comunicação Social de os publicar por prejudicar o avanço da investigação. Por isso, também só ontem se soube que a polícia encontrou ainda uma arma na fazenda de Pickton, em cujo cano estava introduzido um objecto sexual, onde foram encontrados vestígios de ADN do arguido e de uma das vítimas.
Robert Pickton foi detido em Fevereiro de 2002 depois de a polícia ter efectuado buscas na sua fazenda à procura de armas ilegais. Porém, as macabras descobertas feitas na sua propriedade levaram os investigadores a relacioná-lo com dezenas de prostitutas e toxicodependentes desaparecidas dos anos 80 até 2001.
Até agora, Pickton vai responder pelo homicídio de 26 mulheres, mas pode vir a enfrentar novas acusações.
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