Olho do tufão esteve a 60 quilómetros da metrópole asiática.
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A cidade de Hong Kong regressava à normalidade horas depois da passagem do tufão Hato, que levou hoje ao cancelamento de cerca de 450 voos, deixando em terra milhares de passageiros.
Segundo a autoridade aeroportuária de Hong Kong, cerca de 400 voos deveriam ser retomados até à meia-noite (17h00 em Lisboa), informou a Rádio e Televisão Pública (RTHK).
O Observatório de Hong Kong deixou içado durante cinco horas o sinal 10, correspondendo ao alerta máximo de tempestade tropical, tendo o olho do tufão chegado a estar a 60 quilómetros da metrópole asiática.
Escolas, serviços públicos e a bolsa de valores estiveram encerrados, tendo a maior parte dos sistemas de transportes sido retomados durante a tarde.
Residentes em algumas das zonas mais baixas estavam ainda a avaliar os danos do tufão.
Até às 15h30 (08h30 em Lisboa), as autoridades receberam 466 alertas de quedas de árvores.
Segundo a autoridade hospitalar da antiga colónia britânica, 84 pessoas procuraram tratamento médico até às 13h00 (06h00 em Lisboa).
A zona de Heng Fa Chuen, no leste da ilha de Hong Kong, foi uma das áreas onde foram registados maiores estragos, uma vez que a tempestade coincidiu com uma maré alta, provocando fortes inundações.
Um residente disse que um parque de estacionamento subterrâneo ficou completamente submerso.
Por volta das 18h00 (9h00 em Lisboa), o Hato estava 240 quilómetros a oeste de Hong Kong.
Esta foi a 15.º vez que o sinal 10 de tufão foi içado em Hong Kong desde 1946. A última vez que o alerta máximo tinha sido hasteado na cidade foi em julho de 2012 devido ao tufão Vicente, segundo escreve o South China Morning Post.
O mesmo jornal escreve que os prejuízos causados pela passagem do tufão possam situar-se entre quatro e oito mil milhões de dólares de Hong Kong (entre 433 milhões e 866 milhões de euros).
Dylan Bryant, responsável em Hong Kong da seguradora Swiss Re Corporate Solutions, disse que de acordo com uma pesquisa interna, o impacto económico de um tufão com nível de alerta superior a oito era de cerca de 4,29 mil milhões de dólares de Hong Kong (465 milhões de euros).
Terence Chong Tai-leung, professor de economia da Universidade Chinesa de Hong Kong, estimou os prejuízos na cidade em cerca de oito mil milhões de dólares de Hong Kong (866 milhões de euros), com base no valor médio do Produto Interno Bruto gerado em um dia, tomando por referência o ano passado.
Em Hong Kong não foram reportadas vítimas mortais provocadas pelo tufão, mas em Macau morreram cinco pessoas.
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