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Irão anuncia julgamentos e execuções rápidas para manifestantes. "Não deixem Erfan ser executado”, pede família de jovem

Erfan Soltani, de 26 anos, pode tornar-se esta quarta-feira no primeiro manifestante a ser enforcado no seguimento dos protestos que duram desde 8 de janeiro.

14 de janeiro de 2026 às 13:07
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Jovem de 26 anos é o primeiro a ser executado por participar em protestos no Irão. Terá 10 minutos finais com a família

O governo iraniano informou esta quarta-feira que os manifestantes detidos na sequência dos protestos no país que duram desde 8 de janeiro serão submetidos a julgamentos e execuções rápidas, desafiando assim a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump , de intervir caso as autoridades continuem a repressão.

As declarações do ministro da Justiça do Irão surgem após alertas de grupos de direitos humanos sobre o facto de em breve poderem ocorrer execuções de manifestantes - Erfan Soltani, de 26 anos, pode ser executado esta quarta-feira, tornando-se assim no primeiro manifestante antigoverno a receber uma sentença de morte na sequência dos protestos recentes.

Não é claro, de acordo com o The Guardian, se a execução de Soltani já ocorreu - as autoridades iranianas normalmente executam as penas de morte ao amanhecer.

“Estou em estado de choque, parece que estou a sonhar”, disse Somayeh, um parente de Soltani, à CNN internacional . “As pessoas acreditaram nas palavras de Trump e foram às ruas. Imploro, por favor, que não deixem Erfan ser executado”, acrescentou.

"[Soltani] não teve acesso ao advogado, a condenação não foi clara e [as autoridades] não deram à família a informação oficial", afirmou Arina Moradi, membro da Organização Hengaw para os Direitos Humanos. "Ele foi detido na última quinta-feira e não houve nenhuma informação sobre ele durante vários dias, antes das autoridades telefonarem à família e dizerem que tinham detido o filho deles e que seria executado na quarta-feira", acrescentou.

O ministro da Justiça do Irão, Amir Hossein Rahimi, afirmou que qualquer pessoa presa nas ruas a partir de 8 de janeiro é considerada culpada de participar numa "guerra interna".

O número de mortos no Irão disparou devido à brutal repressão das autoridades, com 2.571 mortos e mais de 18.100 presos, segundo a agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRNA), sediada nos EUA. O número de mortos nos protestos que já duram duas semanas supera em muito qualquer outro no Irão desde a revolução de 1979.

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