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Irão tenta evitar ataque norte-americano

Turquia ofereceu-se como mediador e recebe esta sexta-feira o MNE iraniano para tentar encontrar solução de compromisso

30 de janeiro de 2026 às 01:30

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, chega esta sexta-feira a Ancara, na Turquia, para negociações vistas como uma derradeira tentativa para evitar um ataque norte-americano ao Irão.

A agenda do chefe da diplomacia iraniana não foi revelada, mas sabe-se que irá manter contactos com responsáveis turcos, que se ofereceram como mediadores para tentar evitar uma escalada perigosa na tensão entre Washington e Teerão. O presidente turco, Tayyip Erdogan, chegou a propor negociações diretas por videoconferência entre o presidente dos EUA, Donald Trump e o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian. O formato é do agrado do presidente norte-americano mas poderá não servir aos responsáveis de Teerão, que preferem negociações mais discretas e longe dos holofotes. Os dois países, recorde-se, não têm negociações diretas há mais de uma década.

O regime de Teerão disse esta semana que está "preparado para qualquer confronto", mas ao mesmo tempo mostrou interesse em "explorar a via diplomática" para o evitar, depois de Trump ter enviado para a região o porta-aviões 'USS Abraham Lincoln' e ameaçado o Irão com um ataque "ainda maior" que aquele que foi lançado contra as instalações nucleares do país em julho. O presidente dos EUA instou ainda o regime islâmico a negociar e avisou que o tempo "está a esgotar-se". 

Trump não disse ao certo o que pretende de eventuais negociações. O presidente dos EUA começou por exigir o fim da repressão contra os manifestantes anti-regime, mas nas últimas semanas tem exigido o fim do programa iraniano de enriquecimento de urânio - severamente afetado mas não completamente destruído pelos ataques de julho - e a imposição de limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio aos grupos armados aliados de Teerão na região, incluindo o Hamas, o Hezbollah e os houthis do Iémen.

Segundo a Reuters, entre as operações militares em cima da mesa de Trump estão ataques contra as forças de segurança, líderes militares e edifícios governamentais para incentivar os manifestantes a voltarem a sair à rua e derrubarem o regime.

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