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Iraque concluiu muro de betão com cerca de 600 quilómetros na fronteira com Síria

Trata-se de "um marco histórico em matéria de segurança", descreveu o Ministério do Interior iraquiano.

06 de maio de 2026 às 15:54

O Iraque concluiu um muro de betão de 600 quilómetros para reforçar a segurança na fronteira com a Síria, anunciou, esta quarta-feira o ministro do Interior iraquiano, Abdulamir al Shamari.

Trata-se de "um marco histórico em matéria de segurança", descreveu o Ministério do Interior iraquiano num comunicado ao anunciar a conclusão da construção de um muro que teve início em 2022.

Al Shamari destacou na cerimónia de inauguração que este projeto representa "uma verdadeira válvula de segurança para o Iraque, uma vez que põe fim aos desafios de segurança, especialmente a infiltração terrorista e o contrabando".

No total, o muro de betão ao longo da extensa fronteira entre ambos os países terá uma extensão de 615 quilómetros e começou a ser construído na parte norte da fronteira para impedir a infiltração de combatentes armados, membros do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e de traficantes de droga, entre outros.

O ministro elogiou o trabalho "do Comando da Guarda de Fronteira e de todas as unidades de segurança que guardam a zona e que contribuíram para este sucesso".

Antes da queda do regime do presidente sírio Bashar al-Assad, várias milícias xiitas iraquianas operavam em território sírio sem autorização de Bagdade contra o Estado Islâmico e outros grupos islamistas sunitas opositores ao regime, o que evidenciou a falta de controlo na fronteira entre os dois países.

A isto acrescenta-se o facto de a Síria ter sido um grande centro de produção de droga devido à instabilidade no país causada pelo conflito armado iniciado em 2011, exportando para os seus vizinhos através das fronteiras com o Iraque, o Líbano, a Jordânia e a Turquia.

Após a queda de al-Assad, que pertence ao ramo alauita do islamismo xiita, maioritário no Iraque, Bagdade manifestou a sua preocupação de que os grupos armados sunitas da oposição que o derrubaram provocassem instabilidade na zona e reforçou o nível de segurança na fronteira.

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