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Jovem atropelada dada como morta por médica afinal estava viva. Regressou a casa após 19 dias de hospitalização no Brasil

Fernanda Cristina Policarpo ainda só balbucia algumas palavras e mal consegue mexer-se.

06 de fevereiro de 2026 às 11:43

Fernanda Cristina Policarpo, uma jovem de 29 anos que teve a morte confirmada por uma médica do atendimento de urgência, num erro grotesco após ser atropelada em Bauru, no interior do estado brasileiro de São Paulo, voltou esta quinta-feira para casa, na mesma cidade, após 19 dias hospitalizada, nove dos quais numa UTI - Unidade de Tratamento Intensivo. A médica que se enganou no diagnóstico foi afastada de funções e está a ser investigada.

Nos corredores do Hospital de Base de Bauru, onde médicos, enfermeiros e outros profissionais fizeram um gigantesco e bem sucedido esforço conjunto para a salvar após o diagnóstico de morte, Fernanda foi homenageada ao deixar a enfermaria rumo ao lar. Os corredores foram enfeitados com balões coloridos e faixas de apoio, e a jovem saiu de maca entre aplausos, gritos de euforia e lágrimas de alegria.

A jovem foi atropelada dia 18 de Janeiro ao tentar atravessar a estrada Comandante João Ribeiro de Barros, na periferia de Bauru, e sofreu múltiplos traumatismos. A médica da equipa de socorristas do SAMU, Serviço de atendimento Móvel de Urgência, (o equivalente ao INEM), depois de a observar diagnosticou a morte e mandou cobrir o suposto cadáver, por não haver mais nada a fazer.

Pessoas que tinham parado na estrada após o acidente disseram à médica que lhes tinha parecido que a vítima ainda estava viva, pois tinha-se mexido. A médica não gostou de ser questionada, mas foi observar Fernanda novamente, confirmou a morte dela e foi-se embora.

Foram só 40 minutos após o acidente quando, por insistência de populares, a concessionária da estrada enviou para o local uma outra ambulância com uma nova equipa de socorristas, e o médico, estarrecido com o erro anterior, constatou que a jovem atropelada estava viva. Ele iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, e Fernanda foi levada na ambulância para o Pronto Socorro Central e, depois, tendo em conta a gravidade dos ferimentos, para o Hospital de Base.

Durante nove dias, uma equipa multidisciplinar lutou pela vida da jovem, mantida na UTI, tomando o caso como um ponto de honra para todos, e, finalmente, a jovem começou a reagir. Transferida no décimo dia para um leito na enfermaria, Fernanda permaneceu sob cuidados intensivos que vão continuar em casa mesmo após a alta.

De novo em casa junto da família, Fernanda Cristina Policarpo ainda só balbucia algumas palavras e mal consegue mexer-se na cama, mas a esperança de recuperação total é grande. Os médicos do Hospital de Base de Bauru afirmam que, além da brutal colisão do veículo com o corpo dela, o tempo em que ficou sem atendimento por ter sido erroneamente dada como morta provocou lesões sérias, mas acreditam que o quadro poderá ser revertido a pouco e pouco.

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