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Juiz do Brasil proíbe visita de Javier Milei a Bolsonaro

Presidente argentino tinha anunciado que viajaria ao Brasil no próximo fim de semana para participar na convenção do Partido Liberal, PL, que deverá confirmar a candidatura do filho do ex-presidente.

19 de julho de 2026 às 16:59

O juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, negou este sábado autorização para o presidente da Argentina, Javier Milei, visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, a cumprir pena de 27 anos e 3 meses em prisão domiciliária em Brasília por tentativa de golpe de Estado. O pedido tinha sido apresentado na sexta-feira pelos advogados de Bolsonaro, mas foi sumariamente rejeitado por Moraes, que já adotou outras medidas para tentar impedir a participação do antigo chefe de Estado no processo eleitoral ara as presidenciais e legislativas de outubro.

Javier Milei tinha anunciado dias atrás que viajaria ao Brasil no próximo fim de semana para participar na convenção do Partido Liberal, PL, que deverá confirmar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, à presidência brasileira. No mesmo anúncio, Milei disse que pretendia visitar Jair Bolsonaro na mansão em Brasília onde cumpre a pena a que foi condenado em Setembro do ano passado por Moraes.

Mas o magistrado, que tenta isolar politicamente o ex-presidente, agiu rápido e decretou horas depois a proibição de todas as visitas de cunho político-eleitoral a Jair Bolsonaro até ao fim do processo eleitoral, e declarou que, com essa proibição, o pedido do presidente da Argentina também fica sem efeito. Além da proibição de visitas de carácter político por 90 dias, Alexandre de Moraes ainda decretou a proibição total de qualquer visita, política ou não, inclusive dos filhos, ao ex-presidente por 30 dias.

O ferrenho cerco a Jair Bolsonaro, que Alexandre de Moraes proibiu de se manifestar, de forma directa ou indirecta, contrasta flagrantemente com as medidas adotadas pelo ex-juiz Sérgio Moro, que comandou o processo da “Lava Jato”, quando determinou a prisão de Lula da Silva em 2018. Durante os 580 dias em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no sul do Brasil, após ser condenado a duas penas de 12 anos cada uma por corrupção, posteriormente anuladas, Lula da Silva recebia semanalmente uma infindável série de políticos, do Brasil e de outros países, participou da campanha eleitoral desse ano através de cartas divulgadas por essas visitas, e foi autorizado a ter visitas íntimas da socióloga Rosangela da Silva, a Janja, hoje sua mulher. 

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