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Correio da Manhã

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Jurados declaram Tony King culpado

O painel de nove jurados escolhido para o julgamento do assassinato da jovem Rocío Wanninkhof, cometido a 9 de Outubro de 1999 em Mijas, Espanha, declarou culpado o britânico Tony Alexander King. No entanto, os jurados consideram que não existem provas para o condenar por delito de agressão sexual e adiantam que o mesmo não actuou sozinho.
14 de Dezembro de 2006 às 00:00
Tony King, sob vigilância policial, quando se dirigia para o tribunal
Tony King, sob vigilância policial, quando se dirigia para o tribunal FOTO: Jon Nazca, Reuters
Os jurados consideram, por sete votos a favor e dois contra, que King não actuou sozinho, e baseiam-se em alguns indícios e evidências, como o facto de o corpo de Rocío Wanninkhof ter sido encontrado num lugar conhecido da família ou o cadáver ter sido transportado por várias pessoas.
O veredicto absolve Tony King do delito de agressão sexual porque acredita que não há provas para fazê-lo. Contudo, os jurados consideram, por unanimidade, que deve ser encarado como atenuante a doença mental do réu – alegada pela defesa de King – assim como a petição de indulto.
SONIA CARABANTES
Recorde-se que o britânico Tony Alexander King, preso a 21 de Setembro de 2003, já foi condenado a 36 anos de prisão pelo assassínio da jovem Sonia Carabantes, de Coín, e a mais sete anos de prisão pela tentativa de violação, em 2001, de uma jovem de Benalmádena.
Tony Alexander King, cujo verdadeiro nome é Tony Bromwich, tem cadastro no Reino, onde foi condenado, em 1986, a dez anos de prisão por ter estrangulado quatro mulheres e por ter tentado matar uma adolescente. Era conhecido como o ‘O estrangulador de Holloway’.
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