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Kallas rejeita criar exército europeu

Chefe da diplomacia europeia defendeu que o mais urgente é os estados-membros da UE reforçarem-se para fortalecer o papel da Europa na NATO.

16 de fevereiro de 2026 às 01:30

Kaja Kallas rejeitou este domingo a ideia de criar um exército europeu, propondo não perder tempo “a falar de coisas novas quando temos de nos concentrar no que é realmente urgente: reforçar os exércitos”. A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança explicou na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, que falar desta ideia “é uma forma de pensamento ilusório”.

Kallas avisou que os estados-membros da UE devem reforçar-se militarmente para fortalecer o pilar europeu na NATO, salientando que a criação de um exército europeu levantaria redundâncias, tendo em conta a aliança. “O problema é que, quando surge uma crise real, tudo se resume à cadeia de comando: quem dá ordens a quem e como funciona? (...) cria-se um vazio e isso é perigoso”, explicou.

A chefe da diplomacia europeia respondeu ainda aos ataques de sábado de Marco Rubio (secretário de estado dos EUA), que alegou que a Europa corre o risco de um “apagamento civilizacional”. “Perante aqueles que dizem que existe uma Europa decadente, a nossa civilização não está a enfrentar qualquer tipo de eliminação. Aqueles que são membros querem que esta união assuma um papel mais forte no mundo, que defenda os nossos valores”, atirou Kallas, sublinhando que “sabemos quem somos e sabemos o que defendemos”.

Lagarde nega imposto e defende incentivos

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) opôs-se a um imposto sobre o capital que não fica na Europa, defendendo a criação de incentivos ao investimento de privados no mercado europeu. "Sou mais a favor do incentivo do que do imposto. Penso que funciona melhor", disse Christine Lagarde na Conferência de Segurança de Munique. 

EUA não quer Europa "vassala"

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Sánchez fala em "erro histórico"

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