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O homem que ficou conhecido como mentor do ‘Mensalão’, o maior esquema de desvio de verbas públicas alguma vez descoberto no Brasil e que quase derrubou o então presidente Lula da Silva, em 2005, foi preso na madrugada de ontem por fraude. Marcos Valério é acusado agora de forjar a compra de grandes propriedades no estado da Bahia, que, na maior parte dos casos, só existem no papel.<br/><br/>
Segundo o inspector Carlos Ferro e o promotor público Carlos André Milton Pereira, Marcos Valério, com a ajuda de advogados e funcionários de cartórios e de tribunais, forjava a compra de terrenos que não existem ou são terras públicas e dava essas supostas propriedades como garantia de empréstimos ou para pagamento de execuções fiscais. Algumas das propriedades, grandes quintas no município de São Desidério, no interior da Bahia, chegaram a ser dadas como garantia por Marcos Valério em acções movidas contra ele no âmbito do ‘Mensalão’. Além de Valério, preso em Belo Horizonte, foram detidas mais 22 pessoas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
Recorde-se que Marcos Valério, publicitário de profissão, e o então todo--poderoso ministro da Presidência de Lula da Silva, José Dirceu, foram as figuras centrais do ‘Mensalão’, escândalo de corrupção que desviou milhões de euros de empresas públicas através de contratos sobrevalorizados com empresas do publicitário. Esse dinheiro era depois usado para pagar a fidelidade de deputados da base de apoio de Lula da Silva e campanhas eleitorais de aliados.
Estima-se que no final do próximo ano comecem a ser julgados os 38 réus do processo, entre os quais (além de Valério e Dirceu) estão deputados, líderes partidários e empresários.
Lula da Silva, alegando que tudo foi feito sem o seu conhecimento, conseguiu ficar de fora do rol de acusados.
DILMA SOB CHUVA DE CRÍTICAS DEVIDO AO CASO LUPI
A decisão da presidente Dilma Rousseff de não acatar a recomendação da Comissão de Ética Pública para exonerar o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, suspeito de corrupção, provocou uma chuva de críticas. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirma que a presidente deveria ter seguido o conselho da comissão. O senador Pedro Taques, do Partido Democrático Trabalhista (de Lupi), considerou "ridículo" que Dilma tenha ignorado o parecer da comissão.
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