Giampero Parete achava a avalanche lhe tinha levado a mulher e os dois filhos em Itália.
1 / 7
Mãe e filho resgatados em Itália
Ludovica está salva. A filha de seis anos do homem que deu o alerta para a avalanche de Farindola foi retirada dos escombros do hotel Rigopiano. A mulher e ao filho de Giampiero Parete, tinham sido resgatados, durante a tarde. Mas faltava Ludovica. Foi salva ao início da noite e estará bem de saúde, diz o jornal Il Tempo, que mostra o vídeo do momento do resgate. Um milagre num dia marcado por emoções fortes.
A terra tremeu. Logo depois um espesso monte branco desabou sobre o hotel Rigopiano, em Farindola, Itália. Giampero Parete, um cozinheiro de 38 anos, tinha ido ao carro buscar um remédio para a mulher, Adriana Vranceanu quando a avalanche soterrou o hotel. Tinham planeado umas férias de sonho em família. Lá dentro ficou Adriana e os dois filhos do italiano, Gianfilippo, de oito anos, e Ludovica, de seis.
Sozinho e destroçado, ainda tentou voltar para o hotel, mas sem sucesso; a neve era demasiado espessa. Gritou por ajuda, por um sinal. Não obteve resposta. Refugiou-se dentro do carro e contactou ao patrão por telemóvel, para que ligasse para o serviço de emergência e pedisse ajuda. Depois esperou.
Foi um dos dois primeiros sobreviventes da tragédia em Rigopiano a ser salvo, porque estava no exterior do hotel. "Não ouvia ninguém. Só via uma parede de neve gigante. Salvei-me, mas a minha mulher e os meus filhos estão debaixo dos escombros", disse aos socorristas. Já no hospital, e confrontado com as fortes hipóteses de não haver sobreviventes dentro do hotel Rigopiano, confessou em lágrimas a um amigo: "Perdi tudo debaixo da neve. A minha mulher, os meus filhos. Ficaram la debaixo". Não podia estar mais enganado.
O momento em que Ludovica é salva
Esta sexta-feira os bombeiros retomaram os trabalho de perfuração da neve que cobria o hotel, mas a esperança era escassa. Sobreviver a temperaturas negativas 48 horas, sem comida ou fonte de calor era quase impossível. Quase. Pouco depois de retomadas as buscas, foram encontrados sobreviventes no interior do hotel Rigopiano. Primeiro dois, depois seis. Uma criança encontrada, depois outra, diziam os bombeiros.
Um menino foi retirado dos escombros para o hospital. Seguiu-se-lhe uma mulher, a mãe deste. O improvável tinha acontecido: mãe e filho estavam vivos. "Ajudem-me! A minha filha está na sala do lado", disse Adriana ao ser retirada do hotel por um buraco na neve.
Começou novamente a corrida contra o tempo, havia que encontrar Ludovica, que a mãe dizia estar viva.
Já no hospital, Giampero reencontrou a mulher e o filho. Abraçou-os e choraram. Não quiseram prestar declarações, até porque nada havia a dizer.
De volta ao hotel, nova esperança: um grupo de mais cinco sobreviventes foram encontrados numa sala próxima da cozinha. Uma mulher e duas crianças neste grupo. Estava consolidado o milagre. Ludovica estava viva.
A menina foi depois retirada pelos bombeiros, noutro episódio profundamente emocionante.
Contra todas as probabilidades, hipóteses e previsões, até do próprio Giampero, a família sobreviveu à tragédia perto dos Apeninos, que vitimou cerca 20 pessoas.
Nas redes sociais, multiplicaram-se as mensagens de apoio. Depois as felicitações. As orações chegaram dos quatro cantos do Mundo, de todos aqueles que leram a história de Giampero e ficaram com o coração apertado. Servem de prova de que, mesmo no fundo das piores tragédias, há sempre esperança de um final feliz.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.