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Lula da Silva aposta no medo para tentar ganhar votos

Presidente e aliados vão acusar Flávio Bolsonaro de pretender cortar apoios sociais.

08 de outubro de 2026 às 01:30

A campanha de Lula da Silva vai apostar no chamado 'marketing do medo' para tentar convencer os eleitores que se abstiveram na primeira volta das presidenciais, no domingo, a irem às urnas e votarem no presidente na segunda ronda, no dia 25, alegando, entre outras coisas, que o adversário, Flávio Bolsonaro, tenciona cortar apoios sociais. 

No domingo, cerca de 33 milhões de brasileiros não foram votar, e a campanha de Lula identificou que uma parte significativa deles vive na periferia de grandes cidades, como São Paulo, onde há potencialmente mais simpatizantes do atual presidente do que do filho de Jair Bolsonaro. Por isso, Lula já mandou ministros e outros aliados visitarem essas periferias levando um discurso específico para cada grupo a atingir, e nas redes sociais o PT já está a disparar mensagens com previsões assustadoras. Aos idosos, por exemplo, a campanha de Lula tem dito que uma vitória de Flávio pode privá-los de vários medicamentos hoje distribuidos gratuitamente pelo programa 'Farmácia Popular' e que as suas pensões e reformas podem ter os valores reduzidos. Às mães, a mensagem alerta para a redução das verbas para alimentação dos seus filhos em creches e escolas e até para o fim do programa social que garante um pagamento mensal às famílias que mantenham as suas crianças e adolescentes na escola.

A campanha de Lula vai também vincar a possibilidade do fim ou da forte redução dos apoios para a compra de casa através do programa 'Minha Casa, Minha Vida', o fim da obrigatoriedade de o governo comprar parte da produção da agricultura familiar e a imposição de restrições para aceder ao programa de apoio social 'Bolsa Família'. Nenhuma dessas medidas foi anunciada por Flávio Bolsonaro, mas a campanha de Lula usa como argumento para dar veracidade às mensagens o anúncio do filho de Bolsonaro de que, se eleito, vai cortar drasticamente os gastos do governo para equilibrar as contas públicas.

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