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Lula da Silva sofre derrota histórica no Congresso do Brasil

Foi a primeira vez em mais de 100 anos que o Senado rejeitou uma indicação presidencial para juiz da maior instância judicial do país.

30 de abril de 2026 às 00:08

O presidente brasileiro, Lula da Silva, sofreu na noite desta quarta-feira, 29, uma derrota histórica no Congresso, uma das piores da sua trajectória política, ao ter rejeitado pelo Senado o aliado que indicou para juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias. Foi a primeira vez em mais de 100 anos que o Senado rejeitou uma indicação presidencial para juiz da maior instância judicial do país.

Messias, atual ministro da Advocacia-Geral, o órgão que defende os interesses do governo, precisava dos votos favoráveis de pelo menos 41 dos 81 senadores, mas obteve somente 34, muito abaixo do que estimavam todas as projeções. Em contrapartida, superando igualmente as previsões de aliados e opositores, 42 senadores votaram contra Messias.

O governo já esperava que a votação fosse apertada, mas previa que Jorge Messias fosse aprovado por ao menos 45 senadores, quatro a mais do que o necessário. Já a oposição estimava conseguir 30 votos contra o indicado de Lula, mas na última hora esse número disparou, evidenciando claramente o erro de Lula ao indicar uma pessoa que, desde o início, nem o Senado nem os juizes do STF queriam.

A última vez que um indicado presidencial a uma vaga de juiz no STF tinha sido rejeitada no Senado foi no longínquo ano de 1894, há remotos 132 anos. Nesse ano, cinco nomes indicados pelo presidente de então, Floriano Peixoto, foram rejeitados pelo Senado, sendo os primeiros da história e os únicos até esta quarta-feira.

Messias, que foi interpelado durante mais de oito horas por senadores, tinha conseguido vencer a votação inicial, na CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, por 16 votos a favor e 11 contra, após uma série de manobras comandadas pessoalmente por Lula, oferecendo cargos e verbas a quem aprovasse o seu indicado, e esperava-se que ele também vencesse a segunda e decisiva votação, no plenário, o que não ocorreu.

Aliado e uma espécie de “faz tudo” de Lula há décadas e considerado no mundo político excessivamente subserviente ao presidente brasileiro, Jorge Messias, que é evangélico, ainda contou com a presença maciva de pastores de várias congregações ao longo do dia no Congresso, pedindo apoio para ele, mas a rejeição que sempre enfrentou desde que foi indicado há cinco meses prevaleceu. (FIM).

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