page view

Mãe de Eliza Samudio recebe pertences da filha em julho de 2025 e seis meses depois o passaporte é encontrado em Portugal

Sonia Moura recebe objetos quinze anos depois do desaparecimento e morte da filha.

06 de janeiro de 2026 às 10:58

Quinze anos após o desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, a mãe da jovem voltou a enfrentar a dor da perda com a entrega, por parte da Justiça, dos pertences pessoais da filha. Os objetos, recebidos em julho de 2025, reacenderam não só a memória do crime como também a esperança, ainda que ténue, de que novos esclarecimentos possam surgir.

"Ter esses objetos nas minhas mãos é como se o tempo não tivesse passado. A dor continua. É tão intensa, tão crua. Tenho vivo em minha memória cada gesto seu. Esses objetos são como um pedaço seu, um pedaço de mim. É difícil acreditar que você se foi há tanto tempo, e de uma forma tão cruel e covarde", disse Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza, nas redes sociais.

Na publicação, a mãe mostra um par de sapatos, um par de óculos de sol e uma fotografia queimada. Segundo o Tribunal do Júri de Contagem, onde decorreu o processo, também foram entregues o computador de Eliza e sete fraldas descartáveis.

Eliza Samudio tinha 25 anos quando desapareceu, em 2010. O corpo nunca foi encontrado, apesar de o homicídio ter sido dado como provado em tribunal. Em janeiro de 2013, a justiça brasileira emitiu a certidão de óbito, reconhecendo oficialmente a sua morte. 

O principal condenado foi Bruno Fernandes, então guarda-redes do Flamengo e ex-namorado de Eliza, condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e rapto do filho do casal.

Para a mãe, apesar do sofrimento, a devolução dos pertences manteve viva a esperança de que, um dia, possam ser encontrados restos mortais da filha, encerrando um luto que permanece em aberto há década e meia.

Seis meses após a entrega destes objetos, um novo elemento inesperado veio relançar o caso: o passaporte de Eliza Samudio foi encontrado em Portugal. A descoberta levanta questões ainda por esclarecer sobre o percurso dos pertences da vítima e sobre eventuais ligações internacionais posteriores ao crime. Até ao momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre como o documento chegou a território português, nem se o achado poderá contribuir para novas diligências judiciais.

Apesar das condenações já transitadas em julgado, a ausência do corpo e as recentes revelações mostram que, para a família, a justiça permanece incompleta.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8