Homem foi condenado a 27 anos de prisão. Já tinha cumprido 13 anos de pena.
Um vendedor brasileiro de 51 anos, Atercino Ferreira Lima Filho, condenado a 27 anos de prisão pela acusação de ter violado os dois filhos, uma menina então com seis anos e um menino então com oito, foi libertado esta sexta-feira após a sentença ter sido anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na véspera. Atercino estava preso na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo, de onde saiu no final da manhã muito emocionado.
Foram os próprios filhos, Andrei e Aline, hoje já adultos, que possibilitaram a libertação do vendedor, ao revelarem que jamais foram abusados por ele e que mentiram quando eram crianças por terem sido obrigados a isso pela mãe, sob violentas agressões. A denúncia contra Atercino por abuso sexual dos filhos foi feita em 2003 pela mãe das crianças, que se tinha separado dele meses antes e foi viver com outra mulher.
Condenado em 2005 a 27 anos de cadeia, Atercino conseguiu no entanto o direito de recorrer da sentença em liberdade. Perdendo o recurso em Abril de 2017, o vendedor começou imediatamente a cumprir a pena.
Nos dois julgamentos a que foi submetido, em 2005 e 2017, os juízes que analisaram o caso não levaram em consideração laudos elaborados por médicos e por psicólogos atestando que Andrei e Aline não tinham qualquer vestígio, físico ou emocional, de terem sofrido abusos sexuais, embora os tivessem denunciado. No julgamento de 2017, os desembargadores também não aceitaram testemunhos feitos por escrito em cartório tanto por Andrei quanto por Aline, então já adultos, assegurando que nunca tinham sido molestados pelo pai e que só denunciaram os supostos crimes porque a mãe e a mulher com quem ela foi viver os forçaram a isso através de espancamentos e outros maus tratos e castigos.
Cansados de serem alvo de tantas agressões, os dois irmãos um dia fugiram de casa e foram viver em um abrigo para menores. Quando ficaram adultos e saíram da instituição, começaram a procurar pelo pai para tentar inocentá-lo, mas todas as tentativas foram ignoradas pela justiça.
A liberdade de Atercino só foi possível graças a um projecto criado nos EUA e que tem um braço no Brasil, o "Innocence Project", idealizado para ajudar a libertar pessoas presas injustamente. Com a ajuda de advogados ligados ao projecto, o processo de Atercino foi revisto pelo Tribunal de Justiça, que esta quinta-feira ilibou o vendedor por unanimidade e mandou libertá-lo.
Ao deixar a penitenciária na manhã desta sexta-feira, Atercino era esperado pelos dois filhos, pela actual mulher, advogados e amigos, com os quais, disse, queria ir comer uma pizza e beber uma cervejinha, para depois curtir cada momento que pudesse passar com eles. Apesar de tudo o que passou, o vendedor afirmou que não pretende processar a ex-mulher por ter inventado as denúncias que o levaram à cadeia.
Um vendedor brasileiro de 51 anos, Atercino Ferreira Lima Filho, condenado a 27 anos de prisão pela acusação de ter violado os dois filhos, uma menina então com seis anos e um menino então com oito, foi libertado esta sexta-feira após a sentença ter sido anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na véspera. Atercino estava preso na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos, na Grande São Paulo, de onde saiu no final da manhã muito emocionado.
Foram os próprios filhos, Andrei e Aline, hoje já adultos, que possibilitaram a libertação do vendedor, ao revelarem que jamais foram abusados por ele e que mentiram quando eram crianças por terem sido obrigados a isso pela mãe, sob violentas agressões. A denúncia contra Atercino por abuso sexual dos filhos foi feita em 2003 pela mãe das crianças, que se tinha separado dele meses antes e foi viver com outra mulher.
Condenado em 2005 a 27 anos de cadeia, Atercino conseguiu no entanto o direito de recorrer da sentença em liberdade. Perdendo o recurso em Abril de 2017, o vendedor começou imediatamente a cumprir a pena.
Nos dois julgamentos a que foi submetido, em 2005 e 2017, os juízes que analisaram o caso não levaram em consideração laudos elaborados por médicos e por psicólogos atestando que Andrei e Aline não tinham qualquer vestígio, físico ou emocional, de terem sofrido abusos sexuais, embora os tivessem denunciado. No julgamento de 2017, os desembargadores também não aceitaram testemunhos feitos por escrito em cartório tanto por Andrei quanto por Aline, então já adultos, assegurando que nunca tinham sido molestados pelo pai e que só denunciaram os supostos crimes porque a mãe e a mulher com quem ela foi viver os forçaram a isso através de espancamentos e outros maus tratos e castigos.
Cansados de serem alvo de tantas agressões, os dois irmãos um dia fugiram de casa e foram viver em um abrigo para menores. Quando ficaram adultos e saíram da instituição, começaram a procurar pelo pai para tentar inocentá-lo, mas todas as tentativas foram ignoradas pela justiça.
A liberdade de Atercino só foi possível graças a um projecto criado nos EUA e que tem um braço no Brasil, o "Innocence Project", idealizado para ajudar a libertar pessoas presas injustamente. Com a ajuda de advogados ligados ao projecto, o processo de Atercino foi revisto pelo Tribunal de Justiça, que esta quinta-feira ilibou o vendedor por unanimidade e mandou libertá-lo.
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