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Mais de 90% dos funcionários públicos guineenses aderiram à greve

Paralisação foi convocada pelas duas centrais sindicais do país para reivindicar a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

14 de maio de 2019 às 17:31

Mais de 90% dos funcionários públicos da Guiné-Bissau aderiram à greve, que começou esta terça-feira e vai decorrer até quinta-feira, convocada pelas duas centrais sindicais do país para reivindicar a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

"O balanço é positivo e superior às expetativas. Estamos acima dos 90% de adesão. Os serviços mínimos estão a ser cumpridos no Hospital Nacional Simão Mendes e na Câmara Municipal de Bissau", disse, aos jornalistas, David Mingo, presidente da comissão de greve da Confederação dos Trabalhadores dos Sindicatos Independentes.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes, duas centrais sindicais guineenses, anunciaram a 01 de maio a realização de greves semanais, entre terça-feira e quinta-feira, até o Governo cumprir com um caderno reivindicativo de 37 pontos entre no início de janeiro.

Na semana passada, a função pública guineense também esteve parada entre terça-feira e quinta-feira.

No caderno reivindicativo entregue ao Governo constam dois pontos que são inegociáveis, nomeadamente o aumento do salário mínimo nacional e a subida da pensão de sobrevivência dos funcionários reformados da Função Pública.

As centrais sindicais reivindicam o aumento do salário mínimo para 150 euros.

Em agosto, o Governo aumentou o salário mínimo de 46 para 75 euros mensais, mas as centrais sindicais reivindicam um novo aumento, tendo em conta o aumento dos impostos e do custo de vida.

Questionado pelos jornalistas se as centrais sindicais já foram chamadas pelo Governo para negociações, David Mingo esclareceu que ainda não foram contactadas.

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