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Malásia dá "duas a três semanas" para família reclamar corpo de Kim Jong-nam

Irmão do presidente da Coreia do Norte foi assassinado em Kuala Lumpur.
Lusa 13 de Março de 2017 às 07:48
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-Nam, momentos depois de ser atacado
Kim Jong-Nam
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano, foi assassinado na Malásia
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-Nam, momentos depois de ser atacado
Kim Jong-Nam
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano, foi assassinado na Malásia
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-Nam, momentos depois de ser atacado
Kim Jong-Nam
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano, foi assassinado na Malásia
Kim Jong-nam era meio-irmão do ditador coreano Kim Jong-un
O Governo malaio disse esta segunda-feira que vai dar duas a três semanas à família do meio-irmão do líder da Coreia do Norte, que morreu em Kuala Lumpur, para reclamar o corpo, antes de decidir o que fazer com ele.

As autoridades da Malásia dizem que Kim Jong-nam morreu depois de duas mulheres colocarem um químico letal no rosto do norte-coreano, no aeroporto de Kuala Lumpur, a 13 de fevereiro. No entanto, a Coreia do Norte - que se suspeita estar por detrás do ataque - rejeita estas conclusões.

A Coreia do Norte exigiu que o corpo lhe fosse entregue e opôs-se à autópsia realizada pela Malásia. Pyongyang recusou também reconhecer que Kim Jong-nam era a vítima e referiu-se a ele como Kim Chol, o nome que vinha no passaporte que transportava quando foi atacado no aeroporto.

Na sexta-feira, a polícia malaia confirmou que Kim Chol e Kim Jong-nam eram a mesma pessoa, mas recusou dizer como identificou Kim.

"Agora, com a identificação do corpo, dizem-nos que ele tinha uma mulher ou mulheres, e filhos. Por isso, esperamos que essas pessoas respondam e venham reclamar o corpo. Se isso não acontecer, vamos abordar [a questão] como Governo (...) e tentar perceber como vamos dar o próximo passo", disse hoje o ministro da Saúde da Malásia, Subramaniam Sathasivam.

"Após a identificação vamos dar duas a três semanas para resolver o problema", afirmou.

O corpo encontra-se na morgue de um hospital de Kuala Lumpur.

Desde a morte de Kim que as relações entre os dois países se deterioraram, com ambos a expulsarem embaixadores. Na passada terça-feira, a Coreia do Norte proibiu todos os malaios de deixarem o país até que uma "solução justa" seja alcançada. A Malásia decidiu em seguida proibir a saída dos norte-coreanos do seu território.

A Malásia nunca acusou diretamente a Coreia do Norte de estar por detrás do ataque, mas essa suspeita tem sido assumida por diversas vozes. Especialistas dizem que o químico VX, que foi usado para matar Kim, foi quase de certeza produzido num sofisticado laboratório de armas estatal, e acredita-se que a Coreia do Norte possui grandes quantidades de armas químicas.

Quatro dos sete suspeitos norte-coreanos que a Malásia procura terão fugido para o seu país no dia da morte de Kim. Segundo a polícia, os outros três suspeitos, incluindo um diplomata norte-coreano, estão escondidos na embaixada norte-coreana em Kuala Lumpur.

O ataque ficou registado por câmaras de videovigilância, que mostram duas mulheres a dirigirem-se a Kim e a aparentemente espalhar algo no seu rosto. O norte-coreano morreu 20 minutos depois, segundo as autoridades.

Duas mulheres - uma indonésia e uma vietnamita - foram acusadas de homicídio, mas disseram acreditar que estavam a participar numa partida.
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