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Marido rapa cabelo a mulher por esta se recusar a dançar

Asma Aziz decidiu denunciar o caso e publicou um vídeo onde surge com a cabeça rapada e a cara com vários ferimentos.
4 de Abril de 2019 às 19:00
Asma Aziz decidiu denunciar o caso e publicou um vídeo onde surge com a cabeça rapada e a cara com vários ferimentos
rapa cabelo a mulher por esta se recusar a dançar para o marido e amigos
Violência doméstica
Asma Aziz decidiu denunciar o caso e publicou um vídeo onde surge com a cabeça rapada e a cara com vários ferimentos
rapa cabelo a mulher por esta se recusar a dançar para o marido e amigos
Violência doméstica
Asma Aziz decidiu denunciar o caso e publicou um vídeo onde surge com a cabeça rapada e a cara com vários ferimentos
rapa cabelo a mulher por esta se recusar a dançar para o marido e amigos
Violência doméstica

Uma mulher paquistanesa acusou o marido de a ter agredido e rapado o cabelo porque esta se recusou a dançar para o homem e respetivo grupo de amigos.

Asma Aziz publicou um vídeo nas redes sociais onde surge com a cabeça rapada e a cara com vários ferimentos. Nas imagens a mulher alegou que tinha sido torturada pelo marido e amigos, na casa do casal.

"Tirou-me a roupa à frente dos amigos dele. Depois, os amigos agarraram-me enquanto ele me rapava e me queimava o cabelo. As minhas roupas ficaram ensanguentadas", contou a mulher, que ficou com múltiplos hematomas e inchaços nos braços, bochechas e em redor do olho esquerdo.

A polícia já está a investigar o caso. O marido, Mian Faisal e um dos amigos foram detidos no seguinte à publicação do vídeo. Mian negou ter torturado a mulher, alegando que foi a própria quem começou a rapar o cabelo porque estava sob o efeito de drogas.

O caso colocou a Amnistia Internacional a apontar como necessária uma "mudança sistemática para proteger as mulheres".

"Embora estejamos satisfeitos por ter sido tomada uma ação forte e rápida contra os agressores de Asma Aziz, constatamos, com consternação, o aumento alarmante dos casos de violência contra as mulheres. Não podem ser tomadas medidas apenas caso a caso", escreveu na rede social Twitter a organização de defesa dos diretos humanos.

Dados estatísticos com base na educação, poder político e poder económico das mulheres, comprovam que o Índice de Desigualdade de Género da ONU, em 2016, colocou o Paquistão no 147.º lugar, numa lista de 188 países.




questões sociais crime lei e justiça violência doméstica Paquistão
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