page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mark Rutte justifica aumento de despesa em Defesa com ameaça de Rússia atacar NATO até 2030

Secretário-geral da NATO insiste na urgência de maior investimento.

12 de junho de 2025 às 16:46

O secretário-geral da NATO insistiu esta quinta-feira na urgência de um maior investimento em Defesa face à ameaça vinda da Rússia, depois de Berlim ter advertido que Moscovo poderá atacar território da Aliança em 2030.

"Precisamos de aumentar as nossas despesas com a Defesa. Ouvimos o Chefe do Estado-Maior da Defesa alemão dizer, há alguns dias, que em 2029, em 2030, a Rússia poderá estar pronta para tentar algo contra território da NATO. Portanto, estamos seguros agora. Não estamos seguros daqui a três ou cinco anos, pelo que temos de gastar mais", declarou, em Roma.

Rutte referia-se a uma recente entrevista do inspetor-geral das forças armadas alemãs, Carsten Breuer, segundo o qual a partir de 2029 a Rússia poderá estar em condições de "lançar um ataque de grande escala contra território da NATO", apontando que Moscovo está a produzir centenas de tanques por ano, muitos dos quais poderiam ser utilizados para um ataque aos países bálticos da Aliança.

O secretário-geral da NATO falava numa conferência de imprensa no final de uma reunião de chefes de diplomacia no formato Weimar+, o grupo de nações que lideram o apoio a Kiev, realizada na capital italiana.

Além dos países do "triângulo de Weimar" - Alemanha, França e Polónia -, este formato de reunião integra ainda Itália, Reino Unido e Espanha, além da Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, tendo sido agora alargada, pela primeira vez, à Aliança Atlântica.

A menos de duas semanas de uma cimeira de líderes da NATO, em Haia, na qual os Aliados vão tentar chegar a acordo sobre a proposta de Mark Rutte, 'inspirada' na exigência do Presidente norte-americano, Donald Trump, de os Estados-membros aumentarem a despesa em Defesa para os 5% do respetivo produto interno bruto (PIB), o secretário-geral argumentou que este objetivo "baseia-se realmente em factos, num estudo aprofundado feito coletivamente sobre as lacunas existentes nas capacidades [dos Estados-membros] e a forma de as colmatar".

"Os ministros da Defesa [da NATO] chegaram a acordo sobre isso na passada quinta-feira. Cabe agora aos dirigentes chegar a acordo sobre as despesas suplementares necessárias para que isso seja possível", disse.

Relativamente à Ucrânia, o secretário-geral da Aliança Atlântica insistiu que é necessário garantir que Kiev está "na melhor posição possível para, por um lado, manter o conflito em curso com a Rússia, a agressão russa não provocada contra a Ucrânia, mas também para estar na melhor posição possível quando surgir um cessar-fogo a longo prazo e um acordo de paz para garantir que [o Presidente russo, Vladimir] Putin nunca, mas nunca, voltará a tentar fazer isto".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8