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Correio da Manhã

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Mata menino autista para riscar "assassinato" da lista do que fazer antes dos 25 anos

Mulher premeditou todo o crime.
29 de Abril de 2018 às 10:49
Jemma
Trudi
Aaron
Jemma
Trudi
Aaron
Jemma
Trudi
Aaron
Jemma Lilley tinha o desejo de poder matar alguém antes de completar 25 anos e escreveu-o numa lista das "coisas a fazer" antes de chegar a essa idade. A jovem, que sempre foi obcecada com filmes de terror e violência, conseguiu arranjar maneira de o fazer e de riscar "assassinato" da sua lista.

Nascida no Reino Unido, Jemma mudou-se para a Austrália em 2010 onde conheceu a sua companheira de casa, Trudi Lenon, uma mulher de 46 anos, que tinha acabado de sair de uma relação e que tinha dois filhos.

As duas começaram a perceber que tinham gostos em comum, principalmente ligados ao sadismo e à violência. Na casa de Jemma, eram várias as alusões a personagens de filmes de terror. A jovem chegou mesmo a escrever um conto na Internet, 'Playzone', cuja história era precisamene a de um serial killer (assassino em série). Para não ser identificada, Jemma utilizava um pseudónimo.

Depois de algum período a viverem juntas, a jovem começou a ganhar confiança na colega de casa e contou-lhe a sua fantasia: a de matar alguém com as próprias mãos. Foi aí que a parelha começou a delinear um plano para que Jemma pudesse realizar o seu sonho.

Trudi sugeriu que a vítima fosse um jovem de 18 anos, que conheceu na faculdade. Aaron sofria de síndrome de Asperger e adorava jogos de computador. Recentemente tinha-se tornado amigo de um dos filhos de Trudi, pelo que seria fácil atraí-lo até à casa onde viviam.

Depois de prepararem o assassinato ao detalhe, comprando vários tipos de instrumento para tortura, o crime acabou por ter lugar no dia 13 de junho de 2016. Trudi deixou os filhos na escola e pediu ao menino para este a ajudar a instalar um jogo no computador. O encontro ocorreu num centro comercial e as imagens ficaram registadas por uma câmara de videovigilância.

Já em casa, Jemma tentou estrangular o jovem com um garrote e esfaqueou-o três vezes no pescoço e no peito. O corpo do jovem esvaiu-se em sangue no chão. A dupla acabou por enterrar o cadáver no jardim da casa e cobriram a cova com telhas e folhas.

"Estou a ver coisas que nunca vi e a sentir coisas que nunca senti antes. É incrivelmente empoderador. Obrigada", escreveu Jemma a Trudi numa mensagem de texto, à qual esta respondeu "És sempre bem vinda".

A família de Aaron deu pela falta do jovem e fez queixa na polícia que verficou que o último registo telefónico efetuado tinha sido para Trudi. As autoridades revistaram a casa da dupla e encontraram facas, serras e até uma lista de métodos de tortura. Ao chegar ao jardim acabaram por encontrar o corpo do menino.

Jemma e Trudi foram presas mas ambas negaram a autoria do crime. Jemma disse que estava a dormir quando tudo aconteceu às mãos da colega de casa. Já a mulher de 46 anos diz ter sido obrigada a compactuar no crime e que só assistiu.

O julgamento, que durou cerca de cinco semanas, culminou na condenação das duas mulheres por assassinato premeditado a prisão perpétua.
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