Líder britânica decidiu dar aos deputados a possibilidade de se pronunciarem sobre uma eventual saída da UE sem acordo.
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A primeira-ministra britânica, Theresa May, cedeu uma vez às pressões e aceitou levar a votos a possibilidade de um adiamento do Brexit, que até agora recusava frontalmente. Decidiu ainda deixar nas mãos do parlamento britânico uma decisão sobre a eventual saída da União Europeia (UE) sem acordo.
Numa decisão já criticada pelo líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, como um "grotesco e irresponsável" adiamento do Brexit, May anunciou que se no dia 12 de março o parlamento rejeitar de novo o acordo que assinou com a UE passará a palavra ao parlamento.
Assim, no dia 13, os deputados vão votar para decidir se aceitam uma saída sem acordo. Caso rejeitem essa possibilidade, votarão no dia 14 uma moção que admite o adiamento do Brexit para lá de 29 de março, data estipulada ao abrigo do Artigo 50 do Tratado sobre a União Europeia (TEU).
"Que fique bem claro que eu não quero uma extensão do Artigo 50", afirmou May, defendendo que um adiamento "não deve ir além de junho" e que o prazo não poderá ser alargado uma segunda vez.
Quanto a uma eventual saída sem acordo, May rejeitou revelar se votará contra tal possibilidade e também se pedirá disciplina de voto aos deputados conservadores nessa matéria.
O que sublinhou foi que, mesmo no caso de uma eventual extensão do Brexit, isso "não elimina a possibilidade de uma saída sem acordo". Essa possibilidade só pode ser retirada de cima da mesa "revogando o Artigo 50, algo que não farei, ou então aprovando um acordo" de Brexit.
A reviravolta da posição de May ficou a dever-se à ameaça de demissão de dezenas de membros do governo, que se opõem à possibilidade de um Brexit duro (saída sem acordo).
Muitos defendem ainda uma renegociação do acordo já assinado com a UE.
PORMENORES
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