A América saiu à rua para protestar contra a medida anti-imigração do Presidente norte-americano.
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Donald Trump assinou na sexta-feira um decreto que impede a entrada nos Estados Unidos durante três meses aos cidadãos do Iraque, Irão, Iémen, Líbia, Somália, Sudão e Síria, no âmbito de um pacote de medidas para proteger o país de "terroristas islâmicos radicais".
O decreto tem suscitado forte polémica, interna e internacionalmente.
Nos EUA, os palcos dos primeiros protestos foram os aeroportos, onde dezenas de milhares de pessoas foram ficando retiras à medida que a lei era implementada.
Em vários aeroportos, manifestantes juntaram-se para protestar contra o decreto e acabaram mesmo por atrasar dezenas de voos.
Foi o caso do Dulles International Airport, em Washington, do nova iorquino JFK, do aeroporto internacional de São Francisco, do Hartfield-Jackson Atlanta International Airport, um dos mais movimentados do país, do aeroporto de O'Hare, em Chicago, do aeroporto Washington Dulles, na Virgínia, dos aeroportos de Dallas/Fort Worth e Houston, ambos no Texas, ou do LAX, o aeroporto internacional de Los Angeles, onde o protesto se intensificou no domingo e duas pessoas chegaram mesmo a ser detidas por bloquearem os acessos ao espaço.
A lei foi, posteriormente, retificada para permitir a entrada de pessoas com vistos de residência e os protestos passaram, então, para os centros das cidades. Em Washington, cerca de 8 mil pessoas protestaram ora à porta da Casa Branca, ora em frente à Trump Tower, manifestando o seu desagrado para com Donald Trump.
Também em Nova Iorque (Manhatthan) e Boston (Copley Square) houve novos protestos, com cada cidade a somar mais de dez mil manifestantes nas ruas, com cartazes a desafiar a decisão de Trump.
Presidente responsabiliza companhia aérea, senador e manifestantes
Donald Trump recusa o cenário e garantiu, esta segunda-feira, que os problemas registados em aeroportos depois de ter assinado o decreto anti-imigração se deveram a uma avaria informática na Delta Airlines registada no domingo (e que provocou atrasos ou cancelamentos em 150 voos), aos protestos de rua e às críticas do senador Chuck Schumer.
Após o anúncio do decreto, o senador democrata Chuck Schumer tweetou: "Correm lágrimas pela face da Estátua da Liberdade".
O presidente dos Estados Unidos escreveu, no Twitter, que apenas 109 de um total de 325 mil pessoas "foram detidas para interrogatório" depois da entrada em vigor da ordem que bloqueia a entrada no país de cidadãos de sete países muçulmanos.
O secretário da Segurança Interna, John Kelly, "disse que está tudo a correr bem, com muito poucos problemas. A AMÉRICA TEM DE VOLTAR A SER SEGURA!", escreveu hoje Trump no Twitter.
"Tentar encontrar terroristas antes de eles entrarem no nosso país não é agradável. Mas vejam o que se passa no mundo!", acrescentou.
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