“Lembro-me que estávamos sentados no abrigo e ouvíamos todas as bombas. Foi muito assustador”, recorda Assaf Yagbes, que ontem foi ver o que provocou tanto estrondo. Foram muitos os que lhe seguiram o exemplo.
Romaria para ver destroços de bombas disparadas por Teerão
No serpenteado da estrada que liga Arad ao mar Morto, no sul de Israel, há um inusitado movimento de automóveis a tentar encontrar um lugar de estacionamento na berma escassa. É sexta-feira, feriado que marca o ano novo judaico, e o movimento apressado de homens e mulheres em fatos de banho e telemóvel em punho indiciam um acontecimento invulgar ali perto das estâncias balneares do mar Morto. Naquele pedaço de terra poeirenta, no deserto do Negueve, repousam os restos de um míssil balístico iraniano, um dos mais de 180 disparados por Teerão contra Israel a meio da semana. A tão imponente quanto mortífera arma foi intercetada, como a esmagadora maioria disparada a partir do Irão, pelo competente sistema de defesa de Israel e acabou por cair numa zona desértica, sem explodir nem causar vítimas.
“Lembro-me que estávamos sentados no abrigo e ouvíamos todas as bombas. Foi muito assustador”, recorda Assaf Yagbes que aproveitou a sexta-feira para ver de perto o míssil que se transformou numa atração turística do deserto onde, até agora só os abundantes camelos chamavam as atenções dos viajantes.
Não é uma atração turística barata, nem para os iranianos que o dispararam, nem para os israelitas que o neutralizaram. Estima-se que um destes mísseis balísticos iranianos, cujos despojos agora atraem curiosos e que já foram grafitados com a Estrela de David, possa custar perto de 1 milhão de euros.
O hipersónico Fattah, Emad ou Kheibar são mísseis bastante sofisticados e velozes que nem sempre a defesa israelita consegue travar. São armas sofisticadas capazes de viajar entre mil e quinhentos e dois mil quilómetros.
O irão disparou mais de 180 pelo que, contas feitas, se tratou de um gasto elevadíssimo que causou apenas um morto, curiosamente um palestiniano de Gaza que se encontrava na Cisjordânia.
Mas se o dinheiro investido pelo Irão para vingar Teerão das mortes que Israel está a causar no seu satélite armado do sul do Líbano, o Hezbollah, o Estado Judaico gastou muito mais para deter este ataque.
É por isso que, segundo a imprensa israelita, as Forças de Defesa de Israel estão a desenvolver um sistema de interceção balístico baseado num sistema de laser, que poderá estar operacional já no próximo ano.
Irão renova ameaças a Israel
A Guarda Revolucionária do Irão avisou ontem que atacará a indústria energética israelita se Telavive visar o setor petrolífero iraniano, em retaliação pelo ataque realizado por Teerão na terça-feira.
"Se o regime sionista cometer um erro, atacaremos todas as suas fontes de energia, estações, refinarias e campos de gás", disse o vice-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, brigadeiro-general Ali Fadavi.
Israel "tem apenas três centrais elétricas e algumas refinarias, mas o Irão é um país enorme", disse Fadavi em declarações divulgadas por meios de comunicação social iranianos, segundo a agência espanhola EFE.
As ameaças do Irão surgem no meio de especulações de que Israel poderá retaliar contra o Irão, sendo o setor petrolífero um dos possíveis alvos devido aos prejuízos económicos que causaria.
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