Mulher de 32 anos foi atacada na sua própria casa por conhecido a quem deu guarida.
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Brittany Smith, uma mulher de 32 anos do estado norte-americano de Alabama, arrisca uma pena de prisão perpétua por alegadamente ter disparado mortalmente contra o homem que a violou e que tentou matar o seu irmão, em janeiro de 2018.
A mulher garante ter sido brutalmente espancada e abusada sexualmente por Todd Smith, de 38 anos, na sua casa em Stevenson. Todd ameaçou matar a vítima caso esta revelasse a alguém o que lhe tinha feito, mas esta conseguiu revelar secretamente ao irmão o sofrimento pelo qual estava a passar.
Chris McCallie foi rapidamente para casa da irmã em seu auxílio e envolveu-se numa briga com o agressor, que terminou com Brittany a disparar fatalmente sobre este último. Apesar de exames médicos terem provado que tinha sido vítima de violção e de múltiplas agressões, a mulher foi acusada de homicídio dois dias depois.
Brittany começará a ser julgada este mês e arrisca ficar presa para o resto da vida. Em entrevista à revista New Yorker, a mulher revelou o inferno pelo qual passou até culminar na morte de Todd.
Mãe de quatro filhos e divorciada, Brittany lutou em tribunal durante alguns anos pela custódia das crianças, que lhe foram retiradas quando esta lutava contra uma adição a drogas pesadas, que conseguiu superar. Na altura das agressões, a vida parecia estar a melhorar: tinha acabado de arranjar um emprego novo e finalmente tinha condições para poder criar todos os filhos juntos.
No dia 16 de janeiro de 2018, Brittany estava a sair do McDonald's com o irmão quando Todd, um conhecido que fazia criação de cães Pit bull lhe telefonou para que o fosse buscar a um parque. No dia anterior, Brittany tinha estado em casa dele para adotar um cachorro.
Inicialmente, a mulher hesitou em se encontrar com Todd, uma vez que já tinha negado os seus avanços românticos. O irmão também a aconselhou a não ir, mas Brittany acabou por aceder ao pedido de ajuda de Todd, que dizia estar preso na neve e não ter mais ninguém que o pudesse auxiliar.
O homem pediu guarida à mulher, alegando que tinha discutido com o pai e que não tinha para onde ir. Brittany concordou que este ficasse a dormir no sofá da sua casa.
Tudo parecia correr bem até Todd se tornar violento durante uma conversa sobre drogas. Assustada, a mulher fugiu para o quarto onde se trancou, mas o homem conseguiu arrombar a porta, atirá-la para a cama e sufocá-la até esta desmaiar.
Britanny acordou estremunhada envolta de uma poça da própria urina e com as marcas das mãos de Todd no seu pescoço. "Não digas nem mais uma palavra senão eu mato-te", disse-lhe o homem, de acordo com o seu testemunho. Apavorada, a mulher lutou com todas as suas forças para se proteger. Mas o homem voltou a conseguir sufocá-la, fazendo com que desmaiasse outra vez.
Quando acordou, Todd estava a violá-la, mas Brittany deixou que ele "terminasse o que estava a fazer". No final, este ameaçou matar todos os seus entes queridos caso esta contasse a alguém o que tinha acontecido.
A seguir ao ataque, o agressor manifestou desejo de fumar cigarros e Brittany ofereceu-se para telefonar a alguém que os pudesse levar a uma loja, já que ela própria não tinha carro. Foi então que conseguiu telefonar à mãe, a quem tentou transparecer que algo não estava bem. Esta mandou o irmão ir ter com ela, que levou os dois a um posto de gasolina.
Chris e Todd ficaram no carro enquanto Brittany foi comprar tabaco, onde pediu ao empregado que lhe cedesse um bocado de papel. Brittany escreveu que tinha sido violada e pediu ao irmão para regressar à loja e ler a sua mensagem. Após ler o recado da irmã, o homem regressou à casa desta, armado, pedindo a Todd que saísse.
Este recusou-se a fazê-lo e enfrentou o irmão, numa tentativa de o esganar até à morte. Brittany só se apercebeu do sucedido quando ouviu barulhos a ecoar da cozinha. Foi então, que num ato de desespero, pegou na arma do irmão e matou o agressor.
A mulher chamou imediatamente o 112 e a polícia. Foi acusado de homicídio e pode agora incorrer numa pena de prisão perpétua. O estado do Alabama tem uma taxa considerável de mulheres presas pela morte dos seus agressores/violadores.
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